- A Polícia Federal deflagrou operação contra um perito da própria corporação suspeito de repassar mensagens do ministro Alexandre de Moraes e do banqueiro Daniel Vorcaro a jornalistas.
- A ação aponta que os vazamentos ocorreram dentro da PF, não no âmbito da CPMI do INSS, derrubando a tese de compartilhamento criminoso pelo Parlamento.
- A investigação confirma vazamentos envolvendo o contrato de 129 milhões de reais de Viviane Barci, mulher de Moraes, com o Banco Master, que a CPMI negava ter facilitado.
- Moraes havia negado ter trocado mensagens com Vorcaro; a imprensa comprovou, com apoio de investigadores da PF, que houve contato.
- O próximo passo é identificar o responsável pela violação dentro da PF e esclarecer as circunstâncias do vazamento.
A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta terça-feira para investigar um perito da própria corporação que seria responsável por repassar mensagens de jornalistas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro. A ação aponta vazamentos ligados ao caso do INSS.
A PF revelou que a quebra de sigilo ocorreu dentro da própria instituição, e não na CPMI do INSS, como defendia a linha de investigação anterior. A descoberta derruba a tese de vazamento político no parlamento.
PF identifica vazamento interno
Os integrantes da CPMI do INSS sempre negaram participação nos vazamentos, inclusive sobre o contrato de 129 milhões de reais envolvendo Viviane Barci, esposa de Moraes, com o Banco Master, e sobre diálogos entre Vorcaro e Moraes no dia da prisão do banqueiro.
Moraes já havia negado ter conversado com Vorcaro por celular; porém, reportagens na época, com apoio de investigadores da PF, contradisseram a versão oficial. A nova apuração aponta o possível responsável pela violação de dados.
A operação permanece em curso, com a PF buscando mais informações para esclarecer como o vazamento ocorreu e quais dados exatamente foram difusos. Não houve conclusão sobre punições até o momento.
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