- A Polícia Federal deflagrou operação contra um perito da corporação por suposto vazamento de informações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes do Banco Master, com dados repassados à imprensa.
- A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
- A acusação envolve o contrato de R$ 129 milhões firmado pela esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, com recebimento de R$ 80 milhões.
- O perito João Cláudio Nabas também teria repassado conteúdos de mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, sem relação com vazamento de áudio envolvendo Flávio Bolsonaro.
- O Supremo afirmou que as medidas não atingem jornalistas e visam apurar possível violação do dever funcional de resguardar informações sigilosas por parte de um agente público.
A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta terça-feira, 19/5, contra um perito criminal federal suspeito de vazar informações sobre a Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master. A-instrução centrou-se em dados sigilosos obtidos a partir de material apreendido durante as investigações, com envio de informações à imprensa. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
Segundo a PF, o perito teria repassado informações para a imprensa relacionadas a fatos ocorridos no início das apurações, com o objetivo de esclarecer o caso. A apuração envolve ainda mensagens trocadas entre o magistrado Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ligada ao Master, em um dos conjuntos de dados analisados.
A acusação envolve especificamente o contrato de R$ 129 milhões firmado pela esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Conforme o Inquérito, os dados indicam recebimento de R$ 80 milhões pela advogada, embora o contrato tenha valor total de 129 milhões. Não há ligação entre esse vazamento e uma gravação de áudio já divulgada.
Dados da operação
A PF afirma que o investigado atuou como perito federal e teria repassado informações sigilosas para veículos de comunicação. A divulgação, conforme apurado, ocorreu entre dezembro e janeiro deste ano. A corporação indica que os dados divulgados não representam o conjunto completo das investigações.
Contexto e esclarecimentos do STF
O STF informou que as medidas não visam jornalistas ou veículos de imprensa nem violam o sigilo da fonte, ressaltando a necessidade de apurar condutas de agentes públicos. A Corte destacou que a investigação se dirige a apurar o possível descumprimento de dever funcional de resguardar informações sigilosas.
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