- A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira, operação em Rondônia para investigar violação de sigilo no contexto da Operação Compliance Zero, ligada ao Banco Master.
- Os recursos teriam sido repassados por um perito criminal federal a um jornalista, com informações obtidas durante análise de material apreendido na investigação.
- Os vazamentos não teriam relação com os áudios divulgados recentemente pelo The Intercept Brasil sobre a ligação entre o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
- O STF informou que houve dois mandados de busca e apreensão, bem como medidas cautelares, incluindo a suspensão do exercício de função pública de um policial federal envolvido.
- A Corte ressaltou que as ações visam apurar a conduta de agente público e não violam a liberdade de imprensa ou o sigilo de fonte.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (19/05) uma operação em Rondônia para apurar possível violação de sigilo ligada à Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master, controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A ação envolve dois mandados de busca e apreensão e medidas cautelares, sem prisões neste momento.
Segundo informações de apuração obtidas pela BBC News Brasil, o vazamento não guarda relação com os áudios divulgados recentemente pelo The Intercept Brasil, que expuseram conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e Vorcaro. As duas situações são tratadas de forma independente pela PF.
A Compliance Zero foi lançada em 2024, com foco em operações associadas ao Banco Master. Em dezembro do ano passado e em janeiro deste ano, teriam ocorrido novos vazamentos de dados que seriam objeto de apuração pela PF.
O STF informou que o relator do caso, ministro André Mendonça, acolheu a manifestação da PF. Além dos mandados, há suspensão temporária da função pública de um policial federal supostamente envolvido no crime. A investigação mira a conduta de um perito criminal que supostamente repassou informações sigilosas a um jornalista.
A PF apura se o perito repassou informações obtidas em materiais apreendidos durante uma das fases da Operação Compliance Zero, para veículos de imprensa. O STF afirmou que as medidas não atingem a liberdade de imprensa nem o sigilo de fontes, e que o objetivo é apurar conduta de agente público.
A investigação continua em andamento para esclarecer se houve violação de dever funcional de resguardar informações sigilosas. A PF não divulgou novos detalhes sobre a identidade do perito nem sobre a natureza específica das informações supostamente divulgadas.
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