- STF autorizou nova fase da Operação Compliance Zero para apurar vazamento de informações sigilosas no caso envolvendo o Banco Master, mirando um perito criminal federal.
- Diligências foram cumpridas nesta terça-feira (19) para investigar possível violação de sigilo funcional, com base em material apreendido em fases anteriores.
- Investigações incluem divulgação de dados sobre um contrato de R$ 129 milhões assinado por Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master, além de relações entre Moraes e Daniel Vorcaro.
- PF realizou mandados de busca e apreensão e houve afastamento provisório do perito, para apurar conduta e proteger informações sigilosas.
O Supremo Tribunal Federal autorizou uma nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), para apurar o possível vazamento de informações sigilosas ligado ao Banco Master. A decisão foi proferida pelo ministro André Mendonça, relator do caso.
A investigação envolve um perito criminal federal suspeito de repassar dados obtidos em materiais apreendidos. As informações teriam sido divulgadas à imprensa durante as fases anteriores da operação.
As diligências foram cumpridas nesta terça-feira (19). O foco é apurar violação de sigilo funcional e a atuação do agente público no suposto vazamento.
Segundo o STF, o caso envolve dados sobre o início das apurações da operação e fraudes ligadas ao Banco Master. Entre os elementos em análise está um contrato de R$ 129 milhões.
O contrato apontado é associado a Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master. Também há tratativas de relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, citadas como sob sigilo.
As informações teriam sido veiculadas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, quando circulavam conteúdos sigilosos. A PF sustentou a necessidade de novas diligências para esclarecer o episódio.
Medidas e encaminhamentos
O ministro Mendonça acolheu a representação da PF e autorizou dois mandados de busca e apreensão. Também foram impostas medidas cautelares contra o perito investigado.
Entre as medidas está a suspensão provisória do exercício da função pública do perito. A decisão visa resguardar a integridade da investigação e o sigilo de dados.
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