- Imagens de câmeras de segurança mostram policiais militares presos circulando sem escolta em Manaus, indo a mercados, lojas e quadras esportivas.
- O Ministério Público informou que a rotina no núcleo prisional era de liberdade quase total, com cerca de 23 custodiados deixando a unidade.
- Relatos indicam que alguns detentos pagavam propina entre 50 e 70 reais para sair sem controle.
- O governo do Amazonas desativou o núcleo prisional da PM e transferiu os detentos para uma nova unidade com maior isolamento e segurança.
- Autoridades asseguram que medidas foram tomadas, incluindo troca de direção e responsabilização de envolvidos; a investigação aponta falhas de fiscalização.
Policiais militares presos foram flagrados circulando sem escolta por Manaus, realizando atividades como compras e lazer em locais próximos ao núcleo prisional. A investigação aponta que detentos tinham “passe livre” para deixar a unidade e circular pela cidade.
Imagens de câmeras de segurança mostram presos chegando de carro a mercados ao lado do presídio, entrando no estabelecimento e acompanhados por familiares em outras ocasiões. Em uma quadra de escola municipal vizinha, internos jogavam futebol sem acompanhamento policial.
Segundo o Ministério Público do Amazonas, 23 custodiados estavam ausentes durante operação no local, em situação que gerou a percepção de liberdade quase total dentro do complexo. Houve relatos de propina para deixar a unidade sem controle.
A prefeitura esclareceu que uma quadra escolar próxima foi utilizada pelos detentos com autorização formal, sem contato com estudantes. A promotoria descreveu o espaço como totalmente disfuncional, sem cumprir o papel de prisão.
Em resposta, o governo do estado desativou o núcleo prisional da PM e transferiu os detentos para uma unidade com maior isolamento e segurança. A medida teve apoio de familiares, mas gerou protestos entre alguns detentos.
A corporação informou que não compactua com desvios e que já promoveu a troca de direção da unidade, além de responsabilizar os envolvidos. A expectativa é de que as novas regras de supervisão sejam efetivas na custódia.
A Educação municipal reiterou que havia autorização para uso da quadra pelos presos, sem contato com alunos, e que a Secretaria investiga falhas no controle. As autoridades ressaltam que os próximos passos visam reforçar a vigilância na nova unidade.
As investigações seguem para apurar possíveis crimes decorrentes da permitida circulação e para identificar todos os responsáveis pela má gestão do isolamento. Não houve divulgação de novas provas ou prazos.
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