- O Observatório Multilateral de Juventudes Frente ao Extremismo foi criado pelo Organismo Internacional de Juventude para Ibero-América (OIJ), em parceria com a PUC-Rio e a UniRio, para diagnosticar radicalização juvenil e promover respostas.
- O projeto, com duração de dois anos, abrange Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha e deve gerar inteligência regional sobre tendências emergentes.
- Quatro eixos estratégicos: educação, disputas de memória, ambiente digital e desigualdades (de classe, raça, gênero, território).
- Metodologias previstas: survey comparativo, grupos focais com jovens de perfis diferentes, monitoramento digital de narrativas extremistas e mapeamento de políticas públicas voltadas à juventude.
- Objetivo principal: compreender o distanciamento institucional, ampliar a participação democrática e fortalecer respostas democráticas, articulando academia, governos e sociedade civil.
Entre memes, algoritmos e a lógica de lacração, a juventude na Ibero-América enfrenta um ambiente de forte polarização. O distanciamento de parte dos jovens das instituições democráticas ganha atenção com dados recentes sobre queda de apoio à democracia entre jovens.
Dados do Latinobarómetro apontam menor confiança em parlamentos, partidos e outras instituições representativas entre jovens, em comparação com pessoas acima de 30 anos. Mesmo assim, a democracia segue considerada o melhor sistema por 68% dos jovens, enquanto 65% mostram insatisfação com seu funcionamento.
Mitigar esse descompasso exige entender as causas profundas. Pesquisadores de distintas áreas defendem que a crítica aos métodos da democracia pode coexistir com a defesa do regime, exigindo reimaginar a política diante de desigualdades e transformações digitais.
Observatório Multilateral da Juventude e o extremismo
Foi criado o Observatório Multilateral de Juventudes Frente ao Extremismo, do Organismo Internacional de Juventude para Ibero-América (OIJ), em parceria com a PUC-Rio e a UniRio. O objetivo é aprofundar a análise das condições da participação juvenil na região.
O projeto, com prazo de dois anos, busca gerar inteligência regional sobre tendências emergentes e articular dados empíricos com interpretação analítica. O foco é entender o distanciamento institucional e a disseminação de discursos extremistas.
A iniciativa abrange cinco países: Brasil, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha. Quatro eixos estratégicos orientarão a pesquisa: educação, disputas de memória, ambiente digital e desigualdades estruturais.
A metodologia inclui survey comparativo, grupos focais, monitoramento digital de narrativas extremistas e mapeamento de políticas públicas. A equipe pretende identificar experiências que fortaleçam a participação democrática.
O observatório buscará articular academia, governos, sociedade civil e organismos internacionais para enfrentar o extremismo. A meta é ampliar direitos, reduzir desigualdades e reforçar a participação juvenil, com foco nas demandas das novas gerações.
Os resultados devem embasar políticas públicas e práticas democráticas que contribuam para respostas consistentes a desafios atuais. A divulgação ocorre após a apresentação durante a Global Progressive Mobilisation, em 17 de abril de 2026.
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