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Prefeito de SC é preso em operação contra fraudes em licitações

Prefeito de Balneário Piçarras é preso em operação que investiga organização criminosa que superfaturava obras no Litoral Norte e pagava propina de 3%

Prefeito de Balneário Pirraças, Tiago Baltt, é preso preventivamente. Foto: reprodução / redes sociais
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  • O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt, foi preso preventivamente na operação Regalo, do GAECO, em Santa Catarina; a ação corre em segredo de Justiça.
  • A investigação envolve possível organização criminosa com fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e contratos públicos em Balneário Piçarras e São João Batista; foram cumpridos seis mandados de prisão e 37 de busca e apreensão em dez cidades catarinenses e uma no Mato Grosso.
  • Parte das apurações mira contratos da Orla Norte de Balneário Piçarras, com indícios de propina de cerca de R$ 489 mil pagos com recursos públicos.
  • Os investigados atuariam de forma estruturada, com um núcleo empresarial e outro político-administrativo, em troca de propina equivalente a três por cento dos contratos firmados.
  • O Ministério Público de Santa Catarina afirma que os valores teriam origem no superfaturamento de obras públicas em vários municípios do Litoral Norte.

O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), foi preso preventivamente nesta terça-feira, 19, na Operação Regalo, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). A investigação tramita em segredo de Justiça.

A apuração envolve suspeitas de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo Balneário Piçarras e São João Batista.

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 37 de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos de dez cidades catarinenses e uma no Mato Grosso.

Detalhes da investigação

Indícios apontam para contratos de obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras. Entre os fatos, houve pagamento de propina estimado em R$ 489 mil, oriundo de recursos públicos dos contratos.

Os investigados atuavam em estrutura com núcleo empresarial e núcleo político-administrativo, com propina correspondente a 3% dos contratos firmados.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), há evidências de superfaturamento de obras públicas em diversos municípios do Litoral Norte.

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