- A cúpula do PT se reúne em Brasília nesta quarta-feira (20) para discutir o palanque de Lula em Minas Gerais, após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ter recusado a candidatura ao governo.
- A reunião acontece ao mesmo tempo em que o PT mineiro e o nacional vão à posse do deputado Odair Cunha como novo ministro do Tribunal de Contas da União.
- A tendência interna é apoiar a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, para liderar o palanque no estado, mas a decisão depende da concordância de Lula.
- O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que Pacheco não será candidato e que o PT reabre o diálogo para construir um palanque forte em Minas.
- Do lado oposicionista, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) mantém perfil voltado a pesquisas de governo e citou investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e o caso Vorcaro, sem confirmar apoio atual.
O PT se reúne em Brasília nesta quarta-feira para definir o palanque de Lula em Minas Gerais após o recuo de Rodrigo Pacheco, que afirmou não disputar o governo. A alta demanda é encontrar uma alternativa viável para sustentar a candidatura do presidente no estado. A reunião ocorre na capital federal, coincidente com a posse de Odair Cunha no TCU.
Participam da discussão dirigentes nacionais e do diretório mineiro do PT. A pauta inclui abrir espaço para nomes com peso eleitoral em Minas e manter a coesão do partido, sem confirmar decisões até ter a concordância formal do presidente Lula. O foco é evitar fragilizar a base petista no estado.
O PT tem aval de que a aliança precisa de força local para influenciar o resultado da eleição presidencial. Uma ala defende a indicação da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, para liderar o palanque, embora ainda dependa da posição de Lula e de alianças estratégicas.
Durante a manhã, Edinho Silva anunciou a posição de Pacheco, destacando que houve reabertura do diálogo com lideranças mineiras. Aliados do senador destacaram que ele havia esperado conversar com Lula antes de tornar pública a decisão, o que não ocorreu.
Nos bastidores, cresce a aposta de que Marília Campos poderia liderar a chapa, ainda que prefira disputar o Senado. Ela é a candidata com maior base de apoio do PT em Minas e foi reeleita prefeita de Contagem em 2024 com ampla maioria.
Cenário político em Minas
Em Minas, o cenário também envolve a oposição. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera as pesquisas e já alinhava-se com Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência. A divulgação de um áudio envolvendo Vorcaro reacendeu discussões sobre alianças e integridade.
Ao ser questionado sobre o assunto, Cleitinho falou em defesa de CPMI para apurar denúncias, sem adiantar posicionamento sobre o apoio a Flávio Bolsonaro. O tema reforça a complexidade das negociações políticas em Minas para as eleições nacionais.
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