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PT se reúne em Brasília para discutir palanque de Lula em Minas Gerais

PT se reúne em Brasília para definir palanque de Lula em Minas após recusa de Pacheco, com Marília Campos ganhando força e decisão depende de Lula

Lula em Contagem (MG) ao lado da então prefeita Marília Campos, em ato político em maio de 2022 — Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • A cúpula do PT se reúne em Brasília nesta quarta-feira (20) para discutir o palanque de Lula em Minas Gerais, após o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ter recusado a candidatura ao governo.
  • A reunião acontece ao mesmo tempo em que o PT mineiro e o nacional vão à posse do deputado Odair Cunha como novo ministro do Tribunal de Contas da União.
  • A tendência interna é apoiar a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, para liderar o palanque no estado, mas a decisão depende da concordância de Lula.
  • O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que Pacheco não será candidato e que o PT reabre o diálogo para construir um palanque forte em Minas.
  • Do lado oposicionista, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) mantém perfil voltado a pesquisas de governo e citou investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e o caso Vorcaro, sem confirmar apoio atual.

O PT se reúne em Brasília nesta quarta-feira para definir o palanque de Lula em Minas Gerais após o recuo de Rodrigo Pacheco, que afirmou não disputar o governo. A alta demanda é encontrar uma alternativa viável para sustentar a candidatura do presidente no estado. A reunião ocorre na capital federal, coincidente com a posse de Odair Cunha no TCU.

Participam da discussão dirigentes nacionais e do diretório mineiro do PT. A pauta inclui abrir espaço para nomes com peso eleitoral em Minas e manter a coesão do partido, sem confirmar decisões até ter a concordância formal do presidente Lula. O foco é evitar fragilizar a base petista no estado.

O PT tem aval de que a aliança precisa de força local para influenciar o resultado da eleição presidencial. Uma ala defende a indicação da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, para liderar o palanque, embora ainda dependa da posição de Lula e de alianças estratégicas.

Durante a manhã, Edinho Silva anunciou a posição de Pacheco, destacando que houve reabertura do diálogo com lideranças mineiras. Aliados do senador destacaram que ele havia esperado conversar com Lula antes de tornar pública a decisão, o que não ocorreu.

Nos bastidores, cresce a aposta de que Marília Campos poderia liderar a chapa, ainda que prefira disputar o Senado. Ela é a candidata com maior base de apoio do PT em Minas e foi reeleita prefeita de Contagem em 2024 com ampla maioria.

Cenário político em Minas

Em Minas, o cenário também envolve a oposição. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera as pesquisas e já alinhava-se com Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência. A divulgação de um áudio envolvendo Vorcaro reacendeu discussões sobre alianças e integridade.

Ao ser questionado sobre o assunto, Cleitinho falou em defesa de CPMI para apurar denúncias, sem adiantar posicionamento sobre o apoio a Flávio Bolsonaro. O tema reforça a complexidade das negociações políticas em Minas para as eleições nacionais.

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