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Senado avança medida para encerrar guerra no Irã

Senado avança resolução para encerrar guerra com Irã, sinalizando recuo da administração Trump e atrito com republicanos

Senate Health, Education, Labor, and Pensions Committee Chair Senator Bill Cassidy (R-LA) chairs a hearing as U.S. Health and Human Services (HHS) Secretary Robert F. Kennedy Jr. testifies on April 22, 2026.
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  • O Senado avançou, em 19 de maio, com uma medida para encerrar a guerra com o Irã, em votação de 50 a 47.
  • O movimento ocorreu mesmo com alguns senadores republicanos ausentes e outros votando a favor junto aos democratas.
  • O senador Bill Cassidy, republicano da Luisiana, votou a favor da medida apesar de ter perdido na primária, em parte apoiado por Trump.
  • Senadores republicanos que votaram com os democratas incluíram Lisa Murkowski, Susan Collins e Rand Paul; Thom Tillis, John Cornyn e Tommy Tuberville não votaram.
  • A oposição republicana destacou que a administração Trump supostamente já excedeu o prazo legal para hostilidades sem autorização do Congresso, alimentando tensões entre o Palácio de Cranston e o Senado.

O Senado deu um passo adiante, em 19 de maio, para encerrar o envolvimento americano na war in Iran. A medida, conhecida como resolução de poderes de guerra, avançou com voto 50 a 47. A votação ocorreu em Washington, em meio a sinais de descontentamento entre os republicanos com o manejo da crise.

Bill Cassidy, senador republicano pelo Louisiana, votou a favor da resolução depois de ter perdido a indicação primária poucos dias antes, em parte alimentado pela campanha de Donald Trump. Antes de sua derrota, Cassidy era oponente frequente da medida. Diversos senadores republicanos não estiveram presentes ou se abstiveram de votar.

Entre os ausentes, Thom Tillis, da Carolina do Norte, não votou; John Cornyn, do Texas, também não; e Tommy Tuberville, do Alabama, não participou da votação. Do lado democrata, Lisa Murkowski (Alasca), Susan Collins (Maine) e Rand Paul (Kentucky) acompanharam o grupo opositor do governo em apoio à resolução.

Advogados democratas destacaram que o governo já estaria além do prazo legal para iniciar hostilidades sem autorização do Congresso. Tim Kaine, senador democrata pela Virginia, afirmou que o presidente não apresentou justificativa legal aceitável para a continuidade de ações militares. O tema reforça tensões entre a Casa Branca e o Senado sobre a avaliação de guerras.

O debate segue em meio a preocupações com preços de combustíveis, inflação e a popularidade do presidente entre aliados no Congresso, em meio às eleições de meio de mandato. A resolução, porém, permanece com chances baixas de se tornar lei, dada a oposição republicana e o caminho incerto no plenário.

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