- O ministro André Mendonça, do STF, autorizou uma operação policial para apurar vazamento de informações do caso do Banco Master à imprensa.
- A medida autorizou dois mandados de busca e apreensão e suspendeu o exercício da função pública de um policial federal envolvido.
- A operação não cita Viviane Barci de Moraes nem o contrato, mas a Folha apurou que mira a divulgação de dados do documento relacionado ao acordo com o banco.
- O acordo envolve o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, com pagamentos relatados pelo Master que somaram dezenas de milhões de reais em 2024 e 2025, conforme registros oficiais.
O STF autorizou uma operação policial para apurar vazamento de informações do contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, ligado à esposa de Moraes. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça nesta terça-feira, 19, e envolve dois mandados de busca e apreensão.
A ação visa apurar a divulgação de dados do contrato ao jornalismo. Um perito federal da investigação é apontado como responsável pelo possível vazamento. A medida também prevê suspensão temporária do exercício de função pública do policial envolvido, sem citar a identidade nem o objeto exato.
Segundo apuração da imprensa, o contrato entre o Master e o Barci de Moraes prevê pagamento próximo de 129 milhões de reais em três anos. Documentos e cálculos mostram pagamentos significativos ao escritório, ao longo de 2024 e 2025, com valores que chegam a dezenas de milhões por ano.
A operação ocorre em meio a denúncias de repasse de recursos envolvendo o banco, cujos dados estão sob investigação pela CPI do Senado. O Mast er teria declarado pagamentos recorrentes ao escritório, com registros que variam por ano e por mês, conforme informações obtidas por órgãos oficiais.
O Barci de Moraes, que reúne dois filhos do casal entre sócios, afirmou ter prestado serviços de consultoria jurídica entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. A defesa sustenta que 94 reuniões ocorreram no período, com uma equipe de 15 advogados mobilizada para atender o Master.
O STF informou, em nota, que as medidas visam preservar a integridade da investigação e não atingem a imprensa ou jornalistas de forma ampla. A corte não confirmou detalhes sobre o conteúdo do contrato ou a identidade exata do policial mencionado.
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