- Urna eletrônica completa 30 anos no Brasil, sendo central na participação eleitoral e referência internacional.
- Apesar de ser segura, auditável e avançada, a urna virou alvo de desinformação durante períodos eleitorais.
- Pesquisa Quaest aponta 43% de desconfiança entre a população, com maior ceticismo entre pessoas de 35 a 50 anos.
- Levantamento do Projeto Confia mostra 716 mensagens sobre ataques às eleições entre 2022 e 2024, com mais de 45% tratando do funcionamento da urna.
- A contranarrativa pede ampliar a familiaridade com o voto e fortalecer a confiança na democracia, com atuação coletiva da sociedade.
O país celebra 30 anos desde a adoção da urna eletrônica como centro do voto brasileiro. O equipamento, criado no Brasil, tornou-se símbolo da participação cívica e da prática democrática, presente em cada eleição desde então.
A urna é apresentada como segura, auditável e mais avançada que muitos sistemas eleitorais no mundo. Mesmo assim, tornou-se foco de desinformação durante o período eleitoral, com ataques coordenados buscando erodir a confiança na votação.
Desinformação e narrativas
Em 2022 e 2024, conteúdos de massa descreveram a urna como algo “mágico”, frágil ou manipulável. Narrativas desse tipo competem por espaço com o real funcionamento do sistema, ampliando dúvidas entre eleitores.
Uma pesquisa da Quaest aponta que 43% da população perdeu a confiança nas urnas, revelando o impacto de campanhas de desinformação. O estudo não mostra falhas do sistema, mas registra a percepção do público.
A desinformação tem como alvo a credibilidade da eleição, não apenas a tecnologia. Relatos repetidos em redes sociais reforçam a ideia de que o resultado possa ser fraudado, mesmo sem evidências técnicas.
Dados e leituras
Levantamento do Projeto Confia, do Pacto pela Democracia, analisou 716 conteúdos sobre ataques às eleições em 2022 e 2024. Mais de 45% tratavam do funcionamento da urna, evidenciando o peso do tema.
Os dados indicam que a urna, ainda que reconhecida como referência internacional, tornou-se peça central de narrativas desinformativas no período eleitoral. A contranarrativa precisa ampliar a familiaridade com o sistema.
Para a compreensão pública, é essencial ampliar a divulgação de informações técnicas e acompanhamentos independentes. O objetivo é manter o foco nos fatos verificáveis sobre a votação e a integridade do processo.
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