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Van Hattem recorre contra suspensão por quebra de decoro parlamentar

Van Hattem recorre à Comissão de Constituição e Justiça contra suspensão por ocupação da Mesa Diretora, alegando vícios constitucionais, regimentais e procedimentais

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  • O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) recorreu à Comissão de Constituição e Justiça contra a suspensão temporária decretada pelo Conselho de Ética por quebra de decoro.
  • A punição está relacionada ao episódio em que ocupou a Mesa Diretora da Câmara, ocorrido em 2025, e teve também participação de Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC), que foram suspensos.
  • A defesa alega vícios constitucionais, regimentais e procedimentais no processo e afirma violação ao contraditório e à isonomia.
  • Os advogados argumentam que houve ocupação pacífica do plenário, sem violência, em protesto político, e citam casos anteriores de tolerância a ocupações que não resultaram em punição.
  • O recurso foi apresentado à CCJ na terça-feira; o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a decisão do Conselho de Ética precisa ser respeitada.

O deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) recorreu nesta terça-feira à CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça, contra a suspensão temporária determinada pelo Conselho de Ética da Câmara. A punição foi aplicada por quebra de decoro ao ocupar a Mesa Diretora.

A defesa aponta vícios constitucionais, regimentais e procedimentais que teriam embasado o processo disciplinar. Alegam ainda violação ao contraditório e à isonomia entre casos semelhantes.

Alegam, ainda, que outros episódios de ocupação do plenário não resultaram em punição, citando protestos anteriores. Em defesa, sustentam que a atuação ocorreu de forma pacífica, em meio a tensão política.

Entenda o caso

A medida de suspensão teve origem em representação apresentada pela própria Mesa Diretora. O episódio ocorreu no contexto de protestos contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, na prisão decretada preventivamente.

O relator do processo, deputado Moses Rodrigues, ressaltou que a manifestação política é parte da democracia, mas que não pode inviabilizar o funcionamento da Câmara. A decisão foi aprovada após longas horas de sessão.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que não houve interferência externa na decisão e que é preciso respeitar o veredito do Conselho de Ética. O caso permanece em tramitação na CCJ.

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