- A Polícia Federal (PF) depõe por videoconferência nesta quarta-feira para Roberta Luchsinger, investigada em fraudes no INSS, em um esforço para concluir pelo menos trinta e cinco depoimentos pendentes.
- Roberta seria operadora financeira e política do esquema relacionado ao “Careca do INSS”, lobista que articulava descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
- Recursos ilícitos eram distribuídos entre empresas; a RL Consultoria e Intermediações Limitada teria recebido quase R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria Empresarial Limitada, sem prestação de serviço justificada.
- A investigação aponta relação próxima entre Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o que levou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS a tentar ouvi-la, though pedidos foram rejeitados.
- A PF transferiu o inquérito da Divisão de Crimes Previdenciários para a coordenação responsável por casos com foro privilegiado, o que gerou críticas da oposição sobre possível intervenção no andamento das apurações.
Roberta Luchsinger depõe nesta quarta-feira, 20, por videoconferência, no âmbito das fraudes no INSS. A investigação aponta a empresária como possível operadora financeira do esquema ligado ao “Careca do INSS”. A PF busca concluir ao menos 35 depoimentos pendentes.
Segundo decisões da PF, Roberta seria ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, lobista que articulava acordos entre entidades e o INSS para facilitar descontos indevidos. O depoimento integra a fase da operação Sem Desconto.
A inquisição envolve o desvio de recursos para lavagem e ocultação por meio de várias empresas. A RL Consultoria e Intermediações recebeu quase R$ 1,5 milhão de Brasília Consultoria Empresarial, empresa ligada ao esquema, sem prestação de serviço que justifique as transações.
Ligação com Fábio Luís Lula da Silva
A apuração aponta proximidade entre Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A CPMI do INSS tentou convocá-la, mas os requerimentos foram rejeitados pelo governo, que detém maioria no colegiado.
Paralelamente, a PF transferiu o inquérito da Divisão de Crimes Previdenciários para a coordenação de casos com foro privilegiado, gerando discordâncias sobre o andamento das apurações e a percepção de interferência externa.
Contornos políticos e judiciais
A mudança de comando é alvo de críticas da oposição. O ministro do STF André Mendonça não teria visto com bons olhos a troca na PF e avaliava ações para conter possíveis descontinuações das investigações.
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