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Caiado afirma que não discute resultado de urna

Caiado defende descentralização e revisão do pacto federativo em marcha de prefeitos, dizendo não discutir resultado de urna

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  • Ronaldo Caiado, pré-candidato à Presidência pelo PSD, afirmou que “não discuto resultado de urna” durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília, nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026.
  • Em discurso para prefeitos e lideranças municipais, o ex-governador de Goiás destacou respeito aos resultados das urnas e citou ter disputado e vencido ou perdido eleições ao longo da carreira.
  • Caiado defendeu o municipalismo e a descentralização administrativa, afirmando que a governabilidade depende da relação direta com as cidades.
  • O ex-governador criticou a centralização de decisões em Brasília e pediu revisão do pacto federativo, dizendo que não se governa distante da prefeitura, do vereador e da liderança local.
  • Em segurança pública e políticas sociais, ele ressaltou atuação de Goiás contra o crime organizado e criticou modelos que geram dependência, defendendo educação, qualificação profissional e uma gestão federal que revise o pacto com os entes subnacionais.

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência pelo PSD, participou da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada nesta quarta-feira (20). Em discurso, ele reafirmou respeito aos resultados das urnas e criticou a centralização do poder em Brasília.

Ele destacou que já disputou dez eleições e que, em todas, manteve posição de aceitar o resultado, independentemente do placar. O objetivo foi reforçar a defesa do municipalismo e da descentralização administrativa, afirmando que governar depende da proximidade com prefeitos, vereadores e lideranças locais.

Caiado apresentou, ainda, uma defesa de mudanças no pacto federativo, dizendo que não se governa de forma eficaz sem a relação direta com as prefeituras. O ex-governador reforçou a ideia de que o país não pode permanecer sob decisões centralizadas, sem participação dos entes subnacionais.

Na segurança pública, o palestrante citou a atuação de Goiás no combate ao crime organizado, afirmando que o Estado não pode permitir avanços das facções. Em tom firme, ele estimou que mudanças estruturais são necessárias para ampliar a atuação estatal.

Sobre políticas sociais, Caiado criticou modelos que, segundo ele, criam dependência. Em vez disso, defendeu educação e qualificação profissional como caminhos para emancipação econômica, sem gerar dependência de benefícios estatais.

Críticas ao governo

Durante o evento, o candidato também apontou falhas da gestão federal, enfatizando a necessidade de maior autonomia para estados e municípios. Afirmou que o Brasil precisa de um pacto federativo mais equilibrado entre União e entes locais.

A fala incluiu questionamentos sobre a distribuição de recursos e repasses para prefeituras, sugerindo que a dependência de financiamentos federais não é aceitável para o funcionamento das administrações municipais.

Caiado ressaltou que, caso venha a governar, pretende revisar a relação entre o governo central e os governos estaduais, mantendo a atuação firme do Estado no combate ao crime e fortalecendo a autonomia local.

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