- Ronaldo Caiado, pré-candidato pelo PSD, afirmou que uma “pessoa contaminada” não tem estatura para ocupar a presidência e não teria autoridade moral para acionar ministros do Supremo Tribunal Federal e do Congresso.
- Caiado diz não ter citado Flávio Bolsonaro diretamente; afirmou que cada um tem o direito de se explicar sobre acusações, durante sabatina da Confederação Nacional dos Municípios em Brasília.
- A declaração ocorreu um dia após Flávio Bolsonaro reconhecer ter visitado Daniel Vorcaro, apontado como proprietário do extinto Banco Master, na casa do ex-banqueiro, após prisão em novembro de 2025. Caiado mencionou Vorcaro ao dizer que “contaminou” todos os Poderes.
- O presidenciável afirmou ter 40 anos de vida pública com integridade moral e disse que, em dois mil e vinte e sete, participará da Marcha dos Prefeitos na condição de presidente; mencionou debates com o presidente Lula, que ainda não confirmou presença.
- Caiado defendeu um pacto federativo que reduza a concentração de poder em Brasília e aumente a autonomia dos municípios, citando leis aprovadas em Goiás. Também criticou o Desenrola Brasil e ironizou acusações envolvendo o governo federal.
O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, disse nesta quarta-feira que uma pessoa contaminada não tem estatura para ocupar a cadeira de presidente da República. Ele afirmou que tal conduta não tem autoridade moral para tratar de ministros do STF e do Congresso.
Questionado sobre relação com o senador citado na vida pública, Caiado negou falar de forma indireta e explicou que cada um tem o direito de se explicar sobre acusações. Ele fez o comentário durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
O posicionamento ocorre um dia após o senador admitir ter ido à casa de um ex-banqueiro condenado, após a prisão ocorrida em novembro de 2025. Caiado citou o empresário e afirmou que o banqueiro contaminou todos os Poderes.
No evento, o presidenciável também mencionou o empresário e afirmou que o banqueiro contaminou todas as esferas do poder. Caiado ressaltou sua trajetória política, dizendo ter um passado limpo e 40 anos de vida pública pautados pela integridade.
Ele se tornou o segundo presidenciável sabatinado pela Confederação Nacional dos Municípios. O ex-candidato Flávio Bolsonaro participou na terça, com apoio de manifestantes, mas também enfrentou vaias e coro de protestos.
Nesta quarta-feira, o cronograma previa a participação do pré-candidato do Novo, Romeu Zema. Na quinta-feira, 21, está programada a participação de Renan Santos, do Movimento Brasil Livre.
Durante o discurso, Caiado disse que, em 2027, pretende participar da Marcha dos Prefeitos já como presidente da República e fará jus ao debate público. Lula foi convidado para participar, mas ainda não confirmou presença.
O candidato afirmou que, se eleito, defenderá um novo pacto federativo para descentralizar o poder de Brasília, defendendo menos centralização e mais autonomia para os municípios. Ele citou sua gestão em Goiás como exemplo de leis que ampliaram liberdades locais.
Caiado criticou indicadores econômicos sob a gestão atual, citando o crescimento de facções criminosas e questionando o programa de renegociação de dívidas conhecido como Desenrola Brasil. Ele pediu clareza sobre quem teria enrolado o povo.
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