- A ministra Cármen Lúcia defendeu nesta quarta-feira a ampliação da presença feminina no Supremo Tribunal Federal.
- Ela aproveitou um comentário feito pelo presidente da Corte, Edson Fachin, durante a sessão plenária.
- Fachin se referiu a Cármen Lúcia no plural e explicou, com tom de humor, que o uso ocorreu por falha inicial.
- Cármen Lúcia reforçou a ideia de que “um dia será” há mais mulheres no STF.
- O tribunal acumula uma vaga em aberto, após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e a rejeição da indicação de Jorge Messias.
A ministra Cármen Lúcia defendeu publicamente mais mulheres no STF, durante a sessão plenária desta quarta-feira. A declaração ocorreu após uma confusão do presidente da Corte, Edson Fachin, ao cumprimentá-la. Ao levantar o tom, Fachin preferiu o plural ao se dirigir a Cármen Lúcia, dizendo saúdo as senhoras ministras. Em seguida, explicou que o uso do plural foi um erro.
Cármen Lúcia aproveitou o momento para reforçar a necessidade de maior presença feminina no tribunal, repetindo a ideia de que a participação das mulheres deve ocorrer no futuro. A intervenção ocorreu logo após o episódio de cumprimento no plenário, sem que haja maior discussão aberta no momento sobre a composição do tribunal.
A vaga no STF está aberta desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e pela oposição à indicação de Jorge Messias, o que mantém a Corte com um posto vago. A sinalização de Cármen Lúcia envolve a discussão institucional sobre paridade de gênero no tribunal.
Contexto da vaga no STF
A saída de Barroso reduziu o contingente de ministros em atividade no STF. A controvérsia sobre a indicação de Messias já havia sido enfrentada pela Câmara e pelo Senado, com decisões que impediram a nomeação. A receptividade a propostas de maior presença feminina ganha força entre parlamentares e especialistas, apesar das divergências políticas.
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