- A Polícia Federal encontrou, no celular do deputado Thiago Rangel, um vídeo com uma mala de R$ 500 mil em dinheiro vivo, supostamente repassada por Rodrigo Bacellar para financiar campanhas em Campos dos Goytacazes.
- A investigação indica caixa dois e mostra que o valor de R$ 500 mil seria parte de um pagamento total de R$ 2,9 milhões, conforme diálogos no aparelho.
- Rangel era apontado como gestor de um braço do esquema de corrupção envolvendo obras em escolas, liderado por Bacellar, atuando no Noroeste Fluminense.
- Áudios citam o dinheiro e o uso da estrutura estadual e municipal para fins eleitorais, com menções a pulverizar apoio dentro do governo para reforçar votos na eleição.
- Thamires Rangel, filha do deputado, era integrante do grupo político; a defesa de Thiago nega recebimento de recursos ilícitos, e a defesa de Bacellar afirma que não há relação dele com os fatos mencionados.
A Polícia Federal analisou o celular do deputy Thiago Rangel (Avante), preso no dia 5 durante a operação Unha e Carne. O objetivo é apurar caixa 2 e repasses para campanhas de aliados no município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
Entre as imagens encontradas no aparelho, há uma maleta com R$ 500 mil em dinheiro vivo. Segundo a PF, o dinheiro teria sido repassado por Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Alerj, para financiar candidaturas de apoiadores na cidade.
A investigação aponta que o valor em espécie faz parte de um pagamento maior, de R$ 2,9 milhões, conforme diálogos localizados no celular de Rangel. A apuração envolve um esquema ligado a obras em escolas e liderado por Bacellar.
Envolvidos no esquema e atuação regional
A PF indica que Thiago Rangel chefiava um dos braços do esquema, atuando no Noroeste Fluminense. O caso envolve ainda a filha de Rangel, Thamires Rangel, vereadora eleita ainda menor de idade e ex-subsecretária estadual de Conscientização Ambiental, recentemente exonerada.
Diálogos e operações relacionadas
Relatos em áudio apontam um operador financeiro de Rangel discutindo o montante acordado com Bacellar. Conversas sugerem uso da estrutura estadual e municipal para fins eleitorais, com distribuição de cargos entre apoiadores.
Defesa e reações
A defesa de Thiago Rangel sustenta a inocência do político, afirmando que ele não possuía operador financeiro nem recebeu repasses ilícitos. Já Bacellar afirmou que não há voz dele nos relatos e que não foi alvo da operação.
Contexto da apuração
A PF apura também suposta participação de Rangel em fortemente lucrativos negócios com combustíveis, incluindo bombas adulteradas em postos, embora não haja confirmação final sobre esses pontos. A investigação busca esclarecer responsabilidades e a natureza dos repasses.
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