- Governo pretende zerar a fila de análise de benefícios do INSS até o fim de 2026; o estoque atual é de cerca de 2,3 milhões de pedidos.
- A fila caiu de 3,1 milhões em fevereiro para 2,3 milhões, com mutirões, contratação de peritos, teleperícia e ampliação do atendimento digital.
- O fluxo mensal de novas solicitações é de aproximadamente 1,3 milhão; o objetivo é deixar a fila abaixo desse patamar, apenas com o fluxo.
- O uso do Atestmed foi ampliado para análise documental, reduzindo a necessidade de perícia presencial em casos de menor complexidade; março teve 890 mil concessões, recorde da série.
- Em abril, houve mudança na presidência do INSS, com Ana Cristina Silveira assumindo; ministro afirma que não apoia reforma que endureça regras, preferindo soluções que preservem direitos.
O governo pretende zerar a fila de análise de benefícios do INSS até o fim de 2026. A meta foi anunciada pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, nesta quarta-feira (20/5). Atualmente, o estoque de pedidos é de cerca de 2,3 milhões.
A queda na fila vem ocorrendo com mutirões, contratação de peritos, teleperícia e ampliação do atendimento digital. Queiroz informou que o objetivo do governo é manter o volume apenas no fluxo mensal, sem estoque represado, que hoje fica em torno de 1,3 milhão de solicitações por mês.
O ministro destacou a aplicação do Atestmed, sistema de análise documental que dispensa perícia presencial em casos de menor complexidade. Segundo ele, a perícia presencial nem sempre é necessária, o que acelera o processamento e reduz custos para o Estado e para o trabalhador.
Em março deste ano, o INSS registrou o maior número histórico de concessões: 890 mil benefícios. O avanço ocorre em meio a ações para agilizar a análise de pedidos, com foco em reduzir o tempo de resposta.
Mudança no comando do INSS
A gestão do INSS passou por ajustes em abril, após a demissão de Gilberto Waller da presidência. A atual presidente, Ana Cristina Silveira, já ocupa o cargo, conforme afirmado por Queiroz, que ressaltou a necessidade de ampliar o diálogo com os servidores.
O objetivo é ampliar a eficiência da autarquia e manter o atendimento próximo aos trabalhadores. O ministro enfatizou que a escolha de Ana Cristina Silveira ocorreu pela sua experiência como funcionária de carreira.
Reforma da Previdência
Questionado sobre uma nova reforma da Previdência, Queiroz disse ser contrário a propostas que endureçam regras para trabalhadores. Ele mencionou que alterações que elevem o tempo de contribuição, aumentem custos ou reduzam benefícios não são desejáveis.
Segundo o ministro, soluções devem preservar os direitos dos trabalhadores. Ele reiterou que o governo não apoia mudanças que prejudiquem a função social da Previdência.
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