- O Exército de Libertação Nacional (ELN) anunciou cessar-fogo unilateral entre os dias que antecedem a votação de 31 de maio, para respeitar o direito de voto.
- A dissidência das antigas Farc, o Estado-Maior Central, também suspendeu operações ofensivas entre 20 de maio e 10 de junho.
- As pausas ocorrem em meio à piora da segurança pública na Colômbia, com aumento de ameaças a candidatos e violência política.
- Candidatos reforçam proteção e protocolos de segurança, diante de ataques e atentados relatados durante a campanha.
- O contexto eleitoral envolve disputas sobre a resposta a grupos armados e narcotráfico, com Iván Cepeda alvo de ameaças e Gustavo Petro recebendo informações sobre planos de atentado.
Em menos de duas semanas do primeiro turno da eleição presidencial na Colômbia, dois dos principais grupos armados anunciaram cessar-fogo temporário. O ELN informou que fará um cessar-fogo unilateral entre os dias que antecedem a votação de 31 de maio para respeitar o voto. O anúncio ocorreu dias após a dissidência das Farc, o Estado-Maior Central, também suspender operações de 20 de maio a 10 de junho.
A deterioração da segurança pública no país acompanha a reta final da campanha. A violência envolve ataques e ameaças contra candidatos, elevando a tensão política em meio ao pleito que define o próximo presidente para 2026-2030. A disputa ocorre no contexto de fortalecimento de discurso anticrime.
O ELN, grupo atuante há décadas, busca ampliar a visibilidade de sua presença durante o processo eleitoral, segundo analistas. Já a dissidência das Farc opera em regiões estratégicas, mantendo resistência ao acordo de paz de 2016. As informações sobre os cessar-fogos foram confirmadas por autoridades militares.
Entre os candidatos, o atual governo enfatiza protocolos de segurança mais rígidos para proteger equipes e apoiadores. A campanha também registra relatos de ameaças e de uso de escoltas especiais para alguns nomes, como advogados e senadores ligados ao tema de segurança.
O senador Iván Cepeda, aliado do governo, recebeu informações sobre possível plano de atentado. Gustavo Petro já mencionou riscos ao processo eleitoral e ao futuro governo. A segurança dos comícios e encontros públicos passou a exigir maior planejamento logístico.
Enquanto isso, o debate eleitoral tende a ser reorganizado pela violência. Iván Cepeda representa a continuidade da linha de negociação com grupos armados, contrastando com adversários que defendem respostas mais duras. A crise de segurança se agrava à frente do pleito.
Contexto de segurança
A Colômbia enfrenta a pior crise de violência em cerca de uma década, com aumento de ataques, dissidências armadas e avanço territorial de facções. A situação eleva a pressão sobre o modelo de segurança atual e as estratégias dos contendores políticos.
Próximos passos eleitorais
O pleito ocorre em meio a medidas de proteção reforçadas para candidatos e campanhas. A realização do primeiro turno no dia 31 de maio é vista como momento decisivo para o equilíbrio de forças no país. A estabilidade da votação permanece sob monitoramento institucional.
Entre na conversa da comunidade