- A Justiça Eleitoral condenou Ciro Gomes por violência política de gênero contra a prefeita de Crateús, Janaína Farias.
- Os ataques começaram em 2024, quando ele chamou a adversária de “cortesã” e de assessora para “assuntos de cama” após ela assumir vaga de senadora suplente.
- A sentença inicial previa 1 ano e 4 meses de reclusão e multa de R$ 4,2 mil, mas foi convertida para penas alternativas, como pagamento de indenização à vítima.
- Ciro Gomes afirmou que vai recorrer da decisão.
- Janaína Farias destacou, em redes sociais, a vitória das mulheres e disse que não se pode relativizar a misoginia.
A Justiça eleitoral condenou o ex-ministro Ciro Gomes por violência política de gênero contra a prefeita de Crateús, Janaína Farias. O episódio ocorreu em 2024, quando Ciro chamou a adversária de cortesã e de assessora para assuntos de cama, durante o período em que ela era suplente no Senado. A decisão baseou-se no tipo de ataque direcionado ao cargo público.
A condenação chegou após tramitação em julho de 2024, quando Ciro Gomes tornou-se réu. Inicialmente, o veredito foi de 1 ano e 4 meses de reclusão e multa de R$ 4,2 mil. A Justiça alterou a pena para cumprimento de medidas alternativas, incluindo indenização à vítima. O ex-ministro informou que vai recorrer da decisão.
Janaína Farias reagiu pela rede social, afirmando que é a vitória das mulheres e que a decisão representa um alento contra a misoginia. Ela destacou que não se pode relativizar ataques organizados contra mulheres que ocupam espaços públicos.
Contexto
As agressões começaram logo após Janaína Freitas assumir vaga no Senado pelo Ceará, em 2 de abril, substituindo Augusta Brito. A filiação de novas lideranças do PDT no estado também ocorreu nesse período, com Ciro questionando a elegibilidade da parlamentar. Em ataques posteriores, ele voltou a usar termos degradantes ao se referir à senadora.
Ciro Gomes afirmou que irá buscar as instâncias superiores para a melhoria da análise do caso, afirmando manter-se afastado de interesses eleitorais. O pedetista também reconheceu o objetivo de apresentar defesa na própria esfera jurídica.
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