- Richard Tice, líder adjunto do partido Reform, disse que rejeita de forma contundente a ciência climática e defende o uso contínuo de combustíveis fósseis.
- O Reform defende posição firme contra energia renovável, incluindo a ideia de banir o armazenamento em baterias e eliminar metas de neutralidade de carbono.
- O partido apoia fracking, perfuração offshore e o fim de subsídios públicos a projetos verdes.
- Tice apontou especificamente para contratos da mais recente licitação offshore de eólica, no valor de 1,8 bilhão de libras, conhecidos como AR7.
- Em entrevista à Bloomberg Green no podcast Zero, ele pediu aos investidores que não participem de AR7, AR8 nem de projetos futuros, sugerindo investir em nuclear, gás e petróleo.
Richard Tice, líder adjunto do Reform Party no Reino Unido, afirmou em entrevista recente que não há motivo para acreditar na gravidade da mudança climática e defendeu maior uso de combustíveis fósseis. A entrevista foi conduzida no podcast Zero, da Bloomberg Green, focada em clima e políticas energéticas.
O partido conservador britânico Reform adotou uma posição contundente contra as energias renováveis. Entre as propostas, está a proibição de armazenamento em baterias, a revogação de metas de neutralidade de carbono, o apoio ao fraturamento hidráulico e à perfuração offshore, além de encerrar subsídios públicos a projetos verdes.
Tice destacou que o grupo quer frear contratos recentes do governo trabalhista, incluindo leilões de energia offshore. Ele mencionou especificamente o leilão AR7, no qual o governo investiu cerca de 1,8 bilhão de libras, como exemplo de políticas que devem ser revistas.
Segundo o Reform, investidores devem redirecionar recursos para nuclear, gás e óleo, em vez de renováveis. A posição visa frear políticas de transição energética e incentivar fontes fósseis no curto prazo, conforme a visão do partido.
A declaração ocorre em meio a um debate acalorado sobre o custo, a segurança energética e o papel do Estado na transição para fontes de energia menos poluentes. O Reform argumenta que despejar recursos em renováveis pode expor o país a riscos de volatilidade econômica.
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