- Moraes determinou que o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores adotem as providências para extraditar Carla Zambelli, que está presa na Itália.
- A Corte de Roma autorizou a extradição em março; a ex-deputada ainda aguarda a análise de recursos.
- O governo brasileiro baseia o pedido nas condenações por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e por porte ilegal de arma.
- Zambelli está detida por risco de fuga desde julho de dois mil e vinte e cinco, e permanece no presídio de Rebibbia, em Roma.
- Após a extradição, ela será trazida ao Brasil e cumprirá a pena na Colmeia, Penitenciária Feminina do Distrito Federal.
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que os governos federal e (via Ministério das Relações Exteriores) adotem as providências para a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, que permanece presa na Itália. A decisão vem após a Corte de Roma autorizar a extradição em março. Zambelli aguarda a análise de recursos.
Moraes destacou que a Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas do Ministério da Justiça já solicitou as garantias exigidas pelas autoridades italianas e encaminhou a documentação aos governantes italianos. A medida autoriza a adoção de medidas para viabilizar a extradição.
Caso seja efetivada, Zambelli será trazida ao Brasil e ficará presa na Colmeia, Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Ela está detida na Itália desde julho de 2025, após ser condenada em dois processos distintos no Brasil.
Detalhes das condenações e próximos passos
A ex-deputada foi condenada a 10 anos e oito meses pelo delito de invasão hacker ao sistema do CNJ, envolvendo a tentativa de forjar mandados de prisão em nome do ministro Alexandre de Moraes. Também recebeu pena de cinco anos e três meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após perseguição a um homem com arma.
Zambelli foi detida pelas autoridades italianas sob o argumento de risco de fuga, enquanto aguardava a decisão sobre a extradição. O governo brasileiro sustenta que as condenações têm vínculos com atos ocorridos no Brasil e busca o cumprimento da sentença no território nacional.
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