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Negociações sobre tarifaço caminham para acordo, afirma ministro do MDIC

Brasil e Estados Unidos avançam para acordo gradual sobre tarifaço, com entendimentos parciais por tópicos, após reunião entre Lula e Trump

Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior — Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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  • O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que Brasil e Estados Unidos caminham para um acordo sobre o tarifaço, sem necessidade de um acordo amplo, mas sim um entendimento progressivo, parcial e dividido por tópicos.
  • Rosa disse que a reunião com Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, foi considerada excelente e que o diálogo entre os grupos de trabalho segue o que ficou combinado na reunião entre Lula e Trump.
  • O acordo deve ser construído ao longo de 30 dias, com encontros periódicos para discutir divergências relacionadas ao tarifaço e às investigações da Seção 301.
  • Entre os pontos discutidos estariam práticas potencialmente prejudiciais à competitividade de produtos norte-americanos, além de temas como Pix, a Rua 25 de Março, desmatamento e etanol.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, informou que Brasil e Estados Unidos caminham para um acordo sobre o tarifaço. A declaração foi feita a jornalistas no Palácio do Planalto.

Elias Rosa participou de uma reunião com Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, considerada excelente pelo ministro. O encontro de grupos de trabalho segue o que foi combinado entre Lula e Trump em 7 de maio, na Casa Branca.

Para o ministro, não há necessidade de um acordo amplo. O entendimento, afirmou, deve ser progressivo, parcial e dividido por tópicos. Outro integrante do governo já havia sinalizado esse posicionamento antes, sem detalhar os pontos discutidos.

Na reunião entre Lula e Trump ficou acordado que as equipes se reuniriam nos 30 dias seguintes para tratar de divergências sobre o tarifaço e as investigações da Seção 301. Nos EUA, as apurações abordam práticas que afetam a competitividade de produtos norte-americanos.

As investigações tratam de práticas potencialmente prejudiciais à competitividade de itens como o Pix, a Rua 25 de Março, o desmatamento e o etanol, entre outros. Os trabalhos visam apurar impactos de políticas setoriais sobre o comércio bilateral.

Próximos passos

As partes devem manter continuidade das discussões por meio de encontros entre equipes específicas. O objetivo é chegar a entendimentos pontuais que mitiguem tensões sem a necessidade de acordos amplos.

A comunicação oficial destaca o interesse de avançar com diálogo técnico e evitar escaladas, mantendo neutralidade e foco em fatos verificáveis.

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