- A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União, deflagrou a Operação Limos para apurar fraudes na merenda escolar em São Raimundo Nonato, no Piauí.
- O grupo de pessoas suspeitas envolve servidores públicos, empresários e agentes políticos ligados a licitações, desvios de recursos e lavagem de dinheiro.
- Desde o início da manhã, dez mandados de busca e apreensão são cumpridos em Teresina, São Raimundo Nonato e Picos, com autorização do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
- As investigações apontam direcionamento de licitações com cláusulas restritivas indevidas e contratação de uma fornecedora específica, gerando prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos.
- Há indícios de transferências de valores por terceiros para ocultar a origem e o destino dos recursos e para viabilizar vantagens a agentes públicos; os investigados podem ser indiciados por peculato, frustração do caráter competitivo da licitação, associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União, deflagrou na manhã desta quarta-feira a Operação Limos. O alvo é um grupo de pessoas suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro no município de São Raimundo Nonato, no Piauí.
A ação ocorreu com o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão em Teresina, São Raimundo Nonato e Picos, autorizados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Os investigadores verificam indícios de irregularidades em procedimentos licitatórios voltados ao fornecimento de merenda escolar.
Segundo apurações iniciais, há indícios de direcionamento de licitações por meio de cláusulas restritivas indevidas e atuação coordenada entre empresas, resultando na contratação de uma fornecedora específica. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de 1 milhão de reais.
Os fatos apontados indicam movimentação de valores por terceiros com o objetivo de ocultar a origem e o destino dos recursos, além de facilitar pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos. As pessoas investigadas podem ser indiciadas por peculato, frustração do caráter competitivo da licitação, associação criminosa, corrupção, e lavagem de dinheiro.
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