- A cúpula do PL abriu um prazo informal de 10 a 15 dias para monitorar o cenário e decidir sobre a continuidade da candidatura de Flávio Bolsonaro.
- Flávio admitiu ter ido a um encontro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro no final do ano passado, quando Vorcaro estava com tornozeleira eletrônica, para encerrar negociações de patrocínio do filme Dark Horse.
- O senador afirmou que foi ao encontro para encerrar a negociação com Vorcaro e pediu desculpas por não ter informado o episódio antes; destacou que não há mais nada a revelar.
- A revelação abala a confiança de correligionários e aumenta o risco de a história inviabilizar a candidatura presidencial caso surjam novos fatos.
- O entorno bolsonarista ressalta que houve imprudência e erro político, mas afirma que não houve ilegalidade.
A crise no PL ganhou contornos internos nesta semana, com a cúpula do partido estabelecendo um prazo informal de 10 a 15 dias para avaliar o futuro da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. A avaliação ocorre após revelações sobre uma visita particular do senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que utilizava tornozeleira eletrônica na ocasião. O episódio ocorreu no fim do ano passado, em meio a desdobramentos envolvendo o Banco Master.
A ala governista do PL demonstra incômodo com versões conflitantes sobre o caso e já discute cenários caso novas informações surjam e contrariem a versão oficial. A pressão vem das bancadas do Congresso, que cobram mais clareza antes de qualquer definição sobre alianças e uso de recursos na campanha. A tensão interna aumenta diante da leitura de que o episódio pode abalar a viabilidade eleitoral do candidato.
Flávio Bolsonaro realizou um pronunciamento em Brasília após reuniões a portas fechadas. O senador informou que o encontro com Vorcaro visou encerrar negociações de patrocínio para a cinebiografia do pai, intitulada Dark Horse, relacionada a um repasse de quase R$ 61 milhões, segundo investigações da Polícia Federal. Em tom contido, ele afirmou que esteve com Vorcaro apenas para concluir a tratativa, destacando que não houve ilegalidade na operação.
Durante encontro com cerca de 70 parlamentares do PL, Flávio pediu desculpas por não ter divulgado os detalhes antes e garantiu que não existe mais nada a revelar. O entorno bolsonarista sustenta que houve imprudência e erro político no trato com o empresário, mantendo a posição de que não houve conduta ilegal. A defesa enfatiza que o senador não manteria registros que possam comprometer a relação institucional.
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