- Deputados federais e distritais, após reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disseram que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, precisa apresentar “gestos contundentes” ao governo federal para solucionar os problemas do BRB; o BC não trabalha com prazo de 31 de maio para intervir no banco do DF.
- O deputado distrital Fábio Felix (Psol) afirmou que Celina não busca o governo federal de forma efetiva, descrevendo o movimento como simbólico e sem plano de ação.
- A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) afirmou estar disposta a buscar soluções efetivas para o BRB junto ao governo federal, sem fazer apenas “faz de conta”; ela comentou não saber se Celina pediu apoio da bancada para contatar o presidente.
- O Governo do DF enviou, em abril, um ofício ao Ministério da Fazenda para solicitar garantias da União em operações de crédito; o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, disse que o DF tem Capag (nota de crédito) baixa, e a União só permite operações para estados e municípios com notas A ou B.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que só apoiaria o BRB em caso de risco sistêmico e que o problema é do Governo do Distrito Federal.
O debate sobre o BRB ganhou contornos novos após uma reunião entre membros do Congresso e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Representantes do DF e federais cobraram gestos contundentes da governadora Celina Leão para facilitar apoio da União ao banco estatal do Distrito Federal, sem sinal de prazo definido para intervenção.
Os parlamentares afirmam que não houve sinal de ação concreta por parte da gestão do DF. Fábio Félix, do PSOL, disse que o governo local envia ofícios simbólicos sem apresentar planos ou documentação necessária para viabilizar uma solução. A leitura é de que há tentativas de transferir a responsabilidade à esfera federal.
Erika Kokay, deputada federal pelo PT, informou que está disponível para buscar soluções efetivas com o governo federal, desde que existam caminhos reais para solucionar o BRB. Ela questionou se Celina Leão tem mobilizado a bancada para contatar o presidente.
Detalhes do cenário e próximos passos
O DF enviou, em abril, um ofício ao Ministério da Fazenda solicitando garantia da União em operações de crédito. Em 29 de abril, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, apontou que o DF tinha Capag com nota C, o que restringe operações para entes com notas A ou B.
O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou em entrevista que a atuação federal ocorreria apenas em caso de risco sistêmico. Segundo ele, a solução é responsabilidade do Governo do Distrito Federal, enfatizando a dimensão estadual do problema.
A pauta segue sem consenso sobre prazo de atuação da União ou sobre possíveis intervenções no BRB, mantendo o foco na viabilidade de soluções reais para manter a liquidez e a solvência do banco. As próximas semanas devem esclarecer o papel de cada esfera de governo.
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