- Rubio gravou vídeo em espanhol dirigido aos cubanos, propondo uma “nova Cuba” com relação direta entre os EUA e o povo, e não com a Gaesa.
- Ele acusa o governo cubano de roubar dinheiro dos cidadãos e responsabiliza o regime pela crise econômica, pobreza e cortes de energia.
- O secretário afirmou que o presidente Donald Trump oferece uma nova relação com o povo cubano, não apenas com a Gaesa, que domina parte da economia.
- Os Estados Unidos vão distribuir US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos aos cubanos, repassados por meio da Igreja Católica cubana.
- O vídeo ocorre em meio à pressão dos EUA sobre Havana e a relatos de possível interferência na ilha; o governo cubano ainda não se pronunciou.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, gravou um vídeo em espanhol endereçado aos cubanos, no qual apresenta a ideia de uma “Nova Cuba” por meio de uma relação direta entre os Estados Unidos e o povo cubano. A mensagem foi publicada pelo Departamento de Estado na quarta-feira (20), em meio a uma fase de pressão norte-americana sobre Havana.
Rubio, nascido em Cuba, afirma que o regime cubano controla a economia por meio da Gaesa, um grupo estatal que concentra lucros e não presta contas. Ele sustenta que o governo de Donald Trump busca estabelecer uma relação direta com o povo cubano, sem a intermediação de entidades estatais ligadas ao regime.
Na fala, o político diz que os EUA planejam distribuir US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos para a população cubana, com repasse por meio da Igreja Católica local, alegando evitar ingerência do governo cubano. O vídeo também critica as remessas enviadas por cubano-americanos, as taxas bancárias e contratos ligados à Gaesa.
Rubio acusa ainda que a Gaesa se apropria de recursos destinados a serviços básicos, como combustível, especialmente diante das interrupções de energia no país. O secretário ressalta que a proposta envolve cidadãos cubanos como proprietários de negócios e de uma rede de mídia, com eventual participação política, distinta do controle estatal atual.
O Departamento de Estado não confirmou detalhes sobre ações concretas em Cuba além da divulgação do vídeo. Até a atualização desta reportagem, não houve pronunciamento oficial do governo cubano sobre o conteúdo apresentado.
Observação: a divulgação coincide com relatos de possível intervenção dos EUA na ilha, em meio a medidas de pressão sobre Havana. Fontes oficiais norte-americanas destacam que o objetivo é ampliar a participação da população na vida econômica e política de Cuba, sem governança direta pelo regime.
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