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Trump derrota Massie no Kentucky, ampliando influência sobre críticos republicanos

Vitória de Gallrein sobre Massie evidencia o controle de Trump sobre republicanos e o impacto nas primárias do Kentucky

Thomas Massie reconhece derrota em discurso em Hebron, Kentucky, na noite de terça-feira (19/05) — Foto: AP Photo/Carolyn Kaster
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  • O deputado Thomas Massie, de Kentucky, perdeu a primária contra Ed Gallrein, apoiado por Donald Trump, em uma derrota que reforça o controle do ex-presidente sobre o Partido Republicano.
  • Massie era crítico da guerra com o Irã e liderou o movimento para divulgar arquivos do Departamento de Justiça ligados a Jeffrey Epstein.
  • Com 99% dos votos apurados, Gallrein teve 54,9% contra 45,1% de Massie, em uma das primárias mais caras da história da Câmara, com 32 milhões de dólares gastos em publicidade.
  • A derrota de Massie ocorreu dias após outras vitórias de críticos de Trump em primárias, destacando o peso do líder republicano na máquina partidária.
  • A disputa também destacou o financiamento pró-Israel na campanha, com fortes apoios de grupos pró-Israel e do comitê ligado a Trump.

Thomas Massie perdeu a primária no Kentucky nesta terça-feira, consolidando o controle de Donald Trump sobre parcelas do Partido Republicano. Massie era crítico da guerra no Irã e liderou a divulgação de arquivos do Departamento de Justiça ligados a Jeffrey Epstein. O derrotado foi Ed Gallrein, ex-membro da Navy SEAL, apoiado por Trump e com forte financiamento pró-Israel.

Com 99% das urnas apuradas, Gallrein tinha 54,9% dos votos frente a 45,1% de Massie, segundo a CNN. A disputa ficou marcada pela maior quantia já investida em uma primária da Câmara, cerca de 32 milhões de dólares em publicidade. A vitória foca o poder de Trump sobre primárias republicanas.

A derrota de Massie sucede à eliminação, no fim de semana, do senador Bill Cassidy, da Louisiana, em outra primária crítica a Trump. O ridesco político também impacta o cenário de 2024 e 2028, com ativistas do partido moldando os resultados das eleições de novembro.

Contexto da campanha

O gasto massivo contracena com a campanha de Gallrein, que mostrou-se alinhado a Trump e ressaltou a confiança na agenda presidencial. Massie havia se destacado ao contestar o pacote tributário e de gastos conhecido como Big Beautiful Bill e, junto a um esforço bipartidário, pela divulgação dos arquivos Epstein.

A oposição de Massie à guerra no Irã e à ajuda a Israel intensificou a irritação entre apoiadores de Trump, gerando financiamento de grupos pró-Israel que apoiaram Gallrein com recursos significativos. Entre os apoiadores do ex-agente, destacaram-se a Coalizão Judaica Republicana, o AIPAC e um super PAC pró-Trump.

Entretanto, a vitória de Gallrein não indica, por si, tendência nacional uniforme. Em Kentucky, Trump venceu a eleição de 2024 com cerca de 64,5% dos votos. Em outras frentes, Andy Barr venceu a indicação para o Senado, com apoio do presidente, derrotando Daniel Cameron, ex-procurador-geral local.

Continuidade de campanhas

Outras primárias ocorreram em Alabama, Geórgia, Idaho, Oregon e Pensilvânia, definindo cenários nacionais para novembro. Na Geórgia, Burt Jones e Rick Jackson avançaram ao segundo turno na disputa para governador, com Jones recebendo suporte anterior de Trump. Keisha Lance Bottoms foi apontada como vencedora democrata em várias projeções.

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