- Advogado Bruno Ferullo afirma que é praticamente impossível que Marcola comande o PCC de dentro da prisão, já que o ambiente é monitorado.
- Ferullo destacou que cumprir medidas cautelares não comprova culpa e defende a presunção de inocência durante o processo.
- A operação desta quinta-feira teve seis mandados de prisão preventiva e bloqueio e sequestro de bens, totalizando pelo menos R$ 327 milhões atingidos.
- O irmão de Marcola e a influenciadora Deolane Bezerra foram alvo das diligências; Marcolinha já está presa.
- Investigações apontam Deolane como uma espécie de “caixa” do PCC e que haveriam repasses ligados a uma transportadora, ampliando o elo com o crime organizado; outras relações já foram identificadas, mas sem mais detalhes.
Principalmente impossível, diz advogado sobre Marcola comandar PCC de dentro da cadeia. Bruno Ferullo, defensor do líder do PCC, afirma que o ambiente prisional impede qualquer comando remoto da organização. A declaração foi enviada à Folha.
Ferullo ressalta que medidas cautelares não equivalem a confirmação de culpa e solicita que o processo garanta a presunção de inocência até o julgamento. O advogado destaca que a fase atual é de inquérito, baseada em indícios, e sujeita ao contraditório.
Operação e impactos
A ação desta quinta-feira cumpriu seis prisões preventivas e executou bloqueios e sequestros de bens. Ao todo, as medidas atingiram ativos que somam pelo menos R$ 327 milhões.
Entre os alvos, estavam o irmão de Marcola e a influenciadora Deolane Bezerra, que acumula grande número de seguidores. Marcolinha já se encontra detido, enquanto Deolane foi presa em Barueri, na Grande São Paulo, pela manhã.
As investigações apontam Deolane como possível caixa do PCC, com a polícia sugerindo ligação entre ela e uma transportadora, a qual teria repassos ligados à atividade criminosa. Autoridades indicaram ter identificado outras relações entre a influencer e a facção, sem detalhar.
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