- O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, decidiu não ler nesta quinta-feira os requerimentos para criação de uma CPMI sobre irregularidades do Banco Master.
- A decisão ocorreu após questões de ordem de aliados de Lula e do pré-candidato Flávio Bolsonaro durante a sessão conjunta da Câmara e do Senado.
- Alcolumbre explicou que a leitura de requerimentos é ato discricionário da Mesa e depende de despacho da presidência, conforme o regimento interno.
- A sessão conjunta foi convocada para analisar vetos de Lula à Lei de Diretrizes Orçamentárias que liberam doações pela administração pública em período eleitoral, entre municípios inadimplentes.
- O presidente do Congresso destacou que cerca de cinco mil municípios aguardam deliberação para evitar atraso em obras e convênios, ressaltando a importância de deliberar o tema com urgência.
O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, descartou nesta quinta-feira, 21, a leitura dos requerimentos para criação da CPMI que investigaria irregularidades do Banco Master. A decisão ocorreu durante sessão conjunta da Câmara e do Senado em Brasília.
A decisão foi apresentada em resposta a perguntas de ordem de aliados do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL. Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu a instalação da CPMI, alegando que já há assinaturas suficientes e precedentes do STF.
Já Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, afirmou que a defesa pública do PT estaria motivando o pedido. Flávio Bolsonaro ocupou a tribuna para defender a CPMI e citou interesses de figuras próximas ao caso, sem detalhar nomes além de mencionar supostos vínculos com demais envolvidos.
Alcolumbre explicou que a leitura dos requerimentos é ato discricionário da Mesa do Congresso. Segundo ele, matérias de expediente podem ser lidas a juízo da presidência, conforme regimento, e o despacho de leitura cabe ao presidente.
O presidente do Senado ressaltou que a sessão foi convocada para analisar vetos do presidente Lula a trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias relacionados a doações de bens públicos durante o período eleitoral. A pauta inclui questões sobre municípios inadimplentes e obras em andamento.
Ele afirmou que há mais de 5 mil municípios afetados pela aplicação de vetos, o que justificaria a urgência na deliberação para evitar atrasos na continuidade de obras e convênios. A posição reforça o foco da sessão em temas orçamentários e administrativos.
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