- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, barrou a leitura de requerimentos para a criação de uma CPMI do Banco Master durante a sessão do Congresso.
- Ele afirmou que a decisão sobre leitura de requerimentos cabe exclusivamente à presidência da Casa, e que esse é um ato discricionário.
- Existem pelo menos cinco pedidos para investigar a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e autoridades dos Três Poderes.
- O senador Flávio Bolsonaro pediu que Vorcaro e Augusto Lima fossem ouvidos pela CPMI; áudios recentes teriam relação com financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro.
- Na base governista, o deputado Lindbergh Farias desafiou a ideia de Alcolumbre impedir a instalação da CPMI; há ações no STF que buscam a leitura dos requerimentos.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, barrou nesta quinta-feira a leitura de requerimentos para a criação de uma CPMI do Banco Master. Ele afirmou que a decisão sobre a instalação cabe exclusivamente à presidência da Casa, não aos parlamentares. Há, pelo menos, cinco pedidos em tramitação envolvendo a rede de influência ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades dos Três Poderes.
A leitura dos requerimentos foi barrada durante a sessão do Congresso destinada a analisar vetos do presidente Lula ao Orçamento de 2026. Deputados e senadores tentaram ler os textos, mas o presidente do Congresso negou os pedidos, dizendo que a leitura é ato discricionário da mesa.
Para além do tema central, houve críticas de parlamentares presentes. O senador Flávio Bolsonaro questionou a necessidade de uma CPMI, enquanto cobradores de Vorcaro foram citados em áudios divulgados recentemente sobre financiamento de filme ligado ao político.
Reações e cenário
Entre governistas e oposição, há desfechos diferentes quanto ao andamento dos pedidos. O deputado Lindbergh Farias desafiou Alcolumbre a segurar a decisão de não instalar a CPMI, citando precedentes do STF que obrigam a leitura de requerimentos. Em meio ao embate, já existem ações no STF que discutem o tema.
Cinco requerimentos já protocolados tramitam entre a Câmara e o Senado, com uma comissão mista também em pauta. Além disso, decisões de tribunais estatais e ações judiciais apontam para novas movimentações de mandatos e leituras, mantendo o tema sob observação constante.
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