- Alcolumbre rejeita a leitura de requerimentos para a CPMI do Banco Master e mantém a sessão voltada à análise de vetos presidenciais prioritários para municípios.
- Durante a sessão conjunta, oposição e base cobraram a leitura dos requerimentos; o presidente pediu compreensão e se desculpou por não atender à demanda de 11 congressistas.
- A pauta começou com a análise de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo o repasse federal a municípios de até 65 mil habitantes mesmo em inadimplência.
- Os requerimentos de CPMI ganharam impulso após denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro, com alegações ligadas ao financiamento do filme Dark Horse e possíveis relações com empresários e agentes públicos.
- Esta foi a segunda sessão conjunta de 2026, cenário que aumenta a pressão para apreciação de propostas de CPMI ainda nesta semana.
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, rejeitou nesta quinta-feira (21/5) a leitura dos requerimentos que pedem a criação de uma CPMI para investigar o Banco Master. A decisão ocorreu durante a sessão conjunta no Plenário.
Parlamentares da oposição e da base governista pressionaram pela leitura, alegando cumprimento dos critérios constitucionais. No entanto, Alcolumbre manteve a pauta definida, priorizando a análise de vetos presidenciais que impactam os municípios.
A sessão teve como foco principal a avaliação de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo propostas de repasse federal a municípios com até 65 mil habitantes mesmo diante da inadimplência. A medida é considerada de interesse municipalista.
Apesar da pauta oficial, a continuidade da CPMI do Banco Master dominou o debate nos bastidores. Dados sobre supostas negociações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador Flávio Bolsonaro e possíveis relações com empresários alimentaram a pressão.
Segundo interlocutores, parlamentares afirmam que os requerimentos já atendem aos requisitos legais e deveriam ser lidos para instalação da comissão. A proximidade do calendário eleitoral é apontada por Alcolumbre como fator de cautela institucional.
A controvérsia sobre a CPMI surgiu após denúncias envolvendo o Banco Master, com relatos de financiamentos ligados a figuras públicas. O tema ganhou força como tema de ordem entre parte da Casa, mesmo com a sessão dedicada aos vetos.
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