- Davi Alcolumbre interrompeu a leitura dos requerimentos para a CPMI do Banco Master, dizendo que a abertura da comissão depende apenas da presidência do Senado.
- A oposição pressionou pela leitura imediata, mas Alcolumbre manteve a resistência e pediu que o Congresso priorize a análise de vetos ao Orçamento de 2026.
- Parlamentares aliados da investigação aumentaram a pressão na sessão, elevando a tensão no plenário.
- Flávio Bolsonaro defendeu a instalação da CPMI, enquanto Lindbergh Farias criticou a atuação de Alcolumbre e disse que a pressão continuará. A bancada de oposição também recorreu ao STF para tentar forçar a instalação.
- A PF identificou pagamento de R$ 14,2 milhões da Refit à empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., ligada ao senador Ciro Nogueira, em 2024; a defesa afirma que houve venda de terreno.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, bloqueou a leitura dos requerimentos para a CPMI do Banco Master nesta quinta-feira e disse que a decisão de abrir a comissão cabe exclusivamente à presidência. Parlamentares da oposição pressionaram pela leitura imediata, mas a conversa seguiu para a análise de vetos ao Orçamento de 2026.
Alcolumbre afirmou que a prioridade é a pauta de veto presidencial. Enquanto isso, aliados da investigação intensificaram críticas à condução da sessão, elevando a tensão no plenário entre governo e oposição. O embate ocorreu em meio a cobranças sobre a abertura de investigações.
Flávio Bolsonaro defendeu a instalação da CPMI, argumentando que é preciso investigar as relações do banqueiro Daniel Vorcaro com membros dos Três Poderes. Lindbergh Farias rebateu, dizendo que a pressão continuará até a abertura da comissão. A controvérsia chegou ao STF por meio de mandados de segurança.
Com negativa de Alcolumbre, oposição espera que STF destrave CPMI do Master
A oposição mantém a expectativa de que o STF destrave a CPMI, mesmo com a posição do presidente do Senado. Mandados de segurança tramitam no tribunal para obrigar autorizações de investigações, segundo interlocutores próximos aos requerentes.
PF identifica pagamento de R$ 14,2 milhões da Refit a empresa ligada a Ciro Nogueira
A Polícia Federal identificou pagamento de 14,2 milhões de reais da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, à Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., ligada ao senador Ciro Nogueira. O fundo Athena transferiu o montante em 2024, segundo documento da PF ao STF.
Nogueira afirmou que a transação se refere à venda de um terreno e que possuía apenas 1% da empresa à época. A PF investiga, na Operação Sem Refino, um esquema de sonegação de impostos no setor de combustíveis. A operação também reuniu buscas em endereços vinculados ao ex-governador Cláudio Castro.
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