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ANPD torna-se superagência sob Lula com poder de polícia sobre plataformas

ANPD passa a ser superagência com poder de polícia para punir plataformas por conteúdos ilícitos, com multa de até 10% do faturamento

Agência vinculada ao Ministério da Justiça (foto) deverá punir as plataformas no caso de “falha sistêmica”
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  • A ANPD passa a atuar como superagência, com poder de polícia para punir plataformas que não moderarem conteúdos que possam ser crime.
  • Dois decretos de 21 de maio de 2026 transferem às big techs a responsabilidade de decidir o que pode ser publicado, seguindo diretrizes já sinalizadas pelo STF em 2025.
  • Os critérios permanecem vagos, exigindo que as plataformas avaliem se uma postagem configura crime de golpe de Estado, interrupção do processo eleitoral ou violência política.
  • As sanções vão de advertência a multa de até 10% do faturamento; em casos graves, podem levar à suspensão ou proibição das atividades.
  • A ANPD já havia recebido novas competências em 2025 para fiscalizar o ECA Digital; agora é fortalecida e vinculada ao Ministério da Justiça.

A partir de decretos publicados nesta quinta-feira (21. mai. 2026), a ANPD passa a atuar como uma superagência de cobrança sobre plataformas digitais. A ideia é que o órgão possa punir big techs que não removam conteúdos considerados ilícitos, conforme avaliação dos supervisores.

Os decretos transferem para as plataformas a responsabilidade de decidir o que pode ou não ser publicado, alinhando-se a diretrizes já definidas pelo STF em 2025. Em época anterior, a Corte havia estabelecido parâmetros vagos, como conteúdos envolvendo atos antidemocráticos.

Mudança de atribuições

A ANPD, vinculada ao Ministério da Justiça, poderá aplicar sanções por falha sistêmica, isto é, quando a empresa não comprove medidas para prevenir ou remover conteúdos ilícitos. As punições vão desde advertência até multas de até 10% do faturamento.

Em casos mais graves, há possibilidade de suspensão ou proibição de atividades. A medida reforça o papel regulatório da agência, que já tinha sido ampliado em 2025 para tratar do ECA Digital.

Contexto institucional

A ANPD foi criada em 2018 pela LGPD, com foco na proteção de dados pessoais. Em 2025, passou por reorganização para integrar novas competências regulatórias, incluindo a fiscalização de plataformas no âmbito do ECA Digital. As novas regras entram em vigor conforme os decretos.

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