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Assembleias cívicas podem devolver o povo à política

Assembléias cívicas com moradores sorteados ganham espaço em cidades americanas, apontando reformas locais e maior participação pública

Civic assembly participants in Akron, Ohio, sign a covenant before the process begins in March 2026.
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  • Em Los Angeles, moradores foram selecionados ao acaso para definir valores locais e moderar a primeira assembleia cívica da cidade, resultando em recomendações para reformar a carta municipal.
  • A assembleia recomendou ampliar o conselho da cidade de quinze para vinte e cinco membros e instituir assembleias civis regulares; as propostas vão ao conselho e podem ir a voto em novembro.
  • Em Akron, Ohio, uma assembleia de dez semanas enfocou moradia, com recomendações que serão apresentadas aos gestores municipais.
  • Outras cidades exploram o formato: Lexington, Kentucky, pediu mais transparência na assiduidade dos vereadores; Raleigh, Carolina do Norte, discutiu uso do terreno em torno do transporte público; Connecticut trabalha, em nível estadual, com impostos sobre propriedade.
  • Organizações destacam que as assembleias elevam participação direta, ajudam a ouvir vozes marginalizadas e permitem acordos entre posições divergentes, mesmo diante de temas complexos.

A cidade de Los Angeles abriu espaço para debates entre residentes escolhidos aleatoriamente, como parte de uma experiência para reformar o estatuto municipal. A iniciativa começou no início de 2026, com a seleção de moradores para definir valores locais e estruturar o preâmbulo da carta da cidade.

Mais tarde, um grupo maior de residentes, remunerados pelo tempo, participou de uma assembleia cívica para deliberar sobre reformas no estatuto. Após quase 30 horas de trabalho, foram apresentadas nove recomendações para ampliar o conselho municipal e criar novas assembleias públicas.

A proposta, que agora segue para aprovação na prefeitura, prevê ampliar o Conselho de 15 para 25 membros e instituir assembleias cívicas regulares. A comissão de reforma endossou a maioria das sugestões, com potencial caminho para consulta popular em novembro.

Paralelamente a Los Angeles, assembleias em outras cidades ganharam relevância. Em Lexington, a transparência sobre presença de vereadores foi recomendada; em Raleigh, o uso do terreno próximo ao transporte público foi debatido. Connecticut prepara a primeira assembleia estadual sobre impostos de propriedade.

Avanços e impacto

Especialistas destacam que as assembleias oferecem dados diretos sobre o que a população pensa em temas complexos, facilitando decisões locais. Participantes relatam sensação de participação efetiva e compreensão de diferentes perspectivas da comunidade.

Organizações como Public Democracy LA atuam para manter o formato, buscando tornar as assembleias uma prática contínua, e não apenas um evento único. Há expectativa de que os impactos vão além da cidade, inspirando outras localidades a adotarem o modelo.

Em Snohomish County, Washington, 40 residentes iniciaram discussões sobre o uso de ferramentas de IA pela administração local. A dinâmica envolve rápidas rodadas com especialistas para embasar propostas de regulação e uso tecnológico.

Desafios e próximos passos

Em Akron, Ohio, uma assembleia de 10 semanas encerrou com propostas sobre moradia, incluindo problemas de acessibilidade, falta de moradia e mercado de compra por cash buyers. As recomendações serão apresentadas aos gestores municipais em breve.

Organizadores locais ressaltam a necessidade de ferramentas para manter o formato ativo ao longo do tempo, com metas de repetição em mais bairros. O objetivo é ampliar a participação e reduzir a distância entre governo e cidadãos.

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