- Raimundo Nogueira, irmão do senador Ciro Nogueira, assinou contrato de venda de terreno de 40 hectares no Piauí entre a empresa da família e a Athena Real Estate LTDA, ligada à Refit.
- O pagamento de R$ 14,2 milhões foi feito em parcelas entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025 e envolve um fundo ligado ao grupo da Refit.
- A transação foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal e será alvo de investigação pela Polícia Federal, ligada a esquema de sonegação e corrupção da Refit.
- Ciro Nogueira informou que a venda é referente a um terreno para construção de uma distribuidora de combustíveis, sendo a operação regular e declarada às autoridades; Raimundo não se manifestou.
- A PF aponta Raimundo como agente de sustentação formal da estrutura familiar vinculada ao núcleo do senador, com movimentações financeiras relevantes sem lastro econômico.
O contracts de venda de terreno no valor de 14,2 milhões de reais envolve a família do senador Ciro Nogueira e uma empresa ligada à Refit. O negócio foi assinado por Raimundo Nogueira, irmão do parlamentar, com a Athena Real Estate LTDA, vinculada ao grupo investigado. A PF aponta uso de recursos do fundo EUV Gladiator.
Segundo apurações, a transação ocorreu entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025 e foi comunicada ao STF. A empresa compradora seria interessada na aquisição de imóveis pelo grupo Refit, com o terreno de 40 hectares localizado no Piauí. O pagamento foi efetuado em parcelas.
A investigação envolve a suposta rede de empresas do núcleo familiar de Ciro Nogueira. Raimundo Nogueira já foi alvo de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, em maio, mas não houve mandados contra ele na investigação da Refit.
A PF descreve que a Athena era a principal beneficiária do fundo EUV Gladiator, ligado à teia de empresas da Refit. O grupo é chefiado por Ricardo Magro, apontado como devedor contumaz de impostos, com dívidas superiores a 26 bilhões, e alvo de investigações por fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
A decisão da Compliance Zero ressalta que Raimundo atua como administrador formal da estrutura empresarial da família, usada para desvio de finalidade e ocultação de patrimônio. O inquérito aponta que o núcleo familiar mantém controle sobre as empresas relacionadas ao senador.
O tema envolve ainda o Banco Master, com suspeitas de pagamento de uma mesada de 300 mil reais ao senador e repasses a outra empresa da família, a CNLF Empreendimentos Imobiliários. As autoridades tratam o caso como parte de uma rede de operações financeiras sob investigação.
Contexto financeiro e jurídico
- A PF apura esquema de sonegação e corrupção envolvendo a Refit e fundos atrelados ao grupo.
- Investigação cita transferência de grandes somas para aquisição de imóveis.
- A apuração envolve ainda questões de tributos, ocultação de recursos e supostos pagamentos a agentes ligados ao núcleo familiar do senador.
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