- Deolane Bezerra chegou ao Palácio da Polícia Civil, em São Paulo, pela manhã, sob mandado de prisão preventiva no âmbito da Operação Vérnix.
- A investigação apura organização criminosa e lavagem de dinheiro ligadas ao PCC, com a influenciadora apresentada como peça importante da engrenagem financeira.
- Há apontamentos de vínculos com gestores de uma transportadora em Presidente Venceslau, braço financeiro do grupo, além de envolver familiares de Marcola.
- A Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões e o sequestro de 17 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 8 milhões.
- A irmã de Deolane, Daniele Bezerra, afirmou que a prisão representa perseguição, e a defesa deve se pronunciar.
A advogada e influenciadora Deolane Bezerra chegou nesta quinta-feira ao Palácio da Polícia Civil, no centro de São Paulo, sob escolta de agentes. A prisão preventiva foi decretada no âmbito da Operação Vérnix, que investiga organização criminosa e lavagem de dinheiro ligada ao PCC. O deslocamento ocorreu pela manhã, com a movimentação de repórteres gerando registro de tumulto no local.
A ação envolve também familiares de Marcelo Techera Marcola, líder da facção, além de pessoas ligadas a uma transportadora em Presidente Venceslau. As investigações indicam vínculos pessoais e comerciais de Deolane com gestores do esquema financeiro utilizado para ocultar recursos ilícitos.
A Vérnix é um desdobramento de apuração iniciada em 2019, após apreensões que revelaram a dinâmica interna da organização dentro do sistema prisional. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões e o sequestro de 17 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 8 milhões.
Contexto das investigações
A operação é realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Deolane, que retornou ao Brasil na véspera da operação após ficar duas semanas em Roma, teve seu nome incluído na difusão vermelha da Interpol durante o processo.
A defesa de Deolane ainda não se manifestou oficialmente no momento desta publicação. A imprensa permanece acompanhando os desdobramentos, sem conclusão sobre o andamento do caso.
Histórico e reação
Esta é a segunda detenção de Deolane em operações policiais. Em setembro de 2024, ela foi presa em Pernambuco durante a Operação Integration, relacionada a jogos de azar e lavagem de dinheiro via casas de apostas, mas acabou liberada após avaliação do Tribunal de Justiça.
A investigação ressalta que a atuação pública e empresarial de Deolane pode ter servido como camada de legalidade para ocultar recursos. O espaço permanece aberto para manifestação da defesa e dos demais citados.
Contorno jurídico e defesa
Pelas redes, a irmã de Deolane, Daniele Bezerra, afirmou não reconhecer as acusações e defendeu a necessidade de provas. A nota reiterou que as acusações partem de suposições e que o devido processo legal deve prevalecer.
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