- Promotoria afirma que Deolane Bezerra movimentou R$ 140 milhões em dois anos sem comprovação de serviços prestados.
- Prisão preventiva foi mantida após audiência de custódia, em operação contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital.
- Quebra de sigilo bancário e fiscal mostrou renda não declarada e recursos pulverizados em várias empresas.
- Foram abertas 35 empresas em Martinópolis, 15 em Santo Anastácio e padrões semelhantes em Ribeirão Preto, com endereços usados de forma irregular.
- Promotor Lincoln Gakiya afirmou que Deolane integra a arquitetura financeira do PCC desde 2022 e tinha proximidade com familiares de Marcola e de Alejandro Camacho.
Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, o Primeiro Comando da Capital. Após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão preventiva da influenciadora e advogada.
Em entrevista à CNN Brasil, o promotor Lincoln Gakiya informou que, em dois anos, as contas de Deolane movimentaram aproximadamente R$ 140 milhões, sem comprovação de serviços prestados que justifiquem esse montante. O Ministério Público aponta ruptura entre renda declarada e recursos movimentados.
A quebra de sigilo bancário e fiscal levantou evidências de grande volume de renda não declarada e pulverização de recursos em diversas empresas. Segundo o promotor, foram abertas ao menos 35 empresas em Martinópolis, com endereços em conjunto habitacional de baixa renda.
Investigações
O promotor afirmou que o objetivo das empresas seria despistar autoridades, incluindo a Receita Federal, para manter a lavagem de dinheiro sob a justificativa de atividade nas redes sociais. Deolane seria parte da arquitetura financeira do PCC desde 2022, mantendo proximidade com familiares de líderes da facção e com pessoas vinculadas ao controle financeiro.
Gakiya destacou ainda que a influenciadora não é uma integrante batizada, mas desempenha papel estratégico para facilitar operações financeiras da organização. O caso se conecta a outros vínculos envolvendo delatores e influenciadores ligados ao universo do crime organizado, segundo o Ministério Público.
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