- Flávio Bolsonaro defende a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master, durante a sessão conjunta do Congresso em 21 de maio.
- O pré-candidato criticou o PT como “lado da corrupção” e minimizou o contato com Daniel Vorcaro para financiar o filme de Jair Bolsonaro, afirmando que os recursos do projeto seriam privados e que as empresas dele eram “exemplos de compliance”.
- A crise na pré-campanha envolve a revelação do Intercept sobre a relação entre o filho do ex-presidente e Vorcaro na produção de “Dark Horse”; Flávio teria visitado o banqueiro em sua casa após a prisão dele, em novembro de 2025.
- Lindbergh Farias questionou áudios em que Flávio chama Vorcaro de “irmão”; o senador respondeu com duras palavras, dizendo que o interlocutor é “ladrão”.
- Flávio deverá viajar aos Estados Unidos na próxima semana para encontro com o presidente Donald Trump, em agenda articulada por Marco Rubio e Eduardo Bolsonaro; a Casa Branca ainda não confirmou oficialmente.
O senador Flávio Bolsonaro voltou a defender a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master, durante a sessão conjunta do Congresso. A defesa foi feita na tribuna, com críticas ao PT e a tentativa de dissociar a atuação do banqueiro das atividades investigadas. O tema envolve a pré-candidatura dele à Presidência e o histórico de negócios envolvendo o banqueiro.
Segundo o parlamentar, as transações para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro teriam sido financiadas com recursos privados, e as empresas do banqueiro seriam exemplos de compliance na época. Flávio também criticou a atuação da esquerda, que, na visão dele, entenderia muito de corrupção. A fala ocorreu em meio a tensões provocadas pela revelação de ligações entre o filho do ex-presidente e Vorcaro na operação vinculada ao filme.
Durante o debate, o ex-líder do PT no Senado reagiu afirmando que o parlamentar não explicou determinados áudios em que seria chamado de irmão; Flávio rebateu, citando críticas à conduta de figuras da oposição. A troca de respostas ocorreu no contexto de disputas sobre as relações com Vorcaro e a eventual responsabilidade de agentes públicos.
Agenda internacional
Em meio à crise, Flávio Bolsonaro deve viajar aos Estados Unidos para tentar reunião com o presidente Donald Trump na próxima semana. A iniciativa visa fortalecer o alinhamento com pautas associadas ao trumpismo e buscar agendas positivas para a campanha. A organização da viagem é atribuída ao secretário de Estado, Marco Rubio, e ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A Casa Branca ainda não confirmou oficialmente o encontro em Washington.
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