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Janja afirma que ‘red pill’ da internet não é nossa realidade

Janja Lula diz que o conteúdo “red pill” nas redes não representa a realidade brasileira e destaca espaços culturais para transformar mentalidades entre jovens

A primeira-dama Janja Lula da Silva também estava presente no posse do novo presidente do TSE
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  • Janja Lula da Silva afirmou que o conteúdo difundido pelo movimento red pill nas redes sociais não representa a realidade que o Brasil deseja, durante a abertura da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura em Aracruz (ES).
  • Ela pediu que espaços culturais atuem como porta de entrada para transformar mentalidades, principalmente entre jovens de 12 e 13 anos, identificados como maior segmentação de conteúdo de ódio no celular.
  • Na quarta-feira, o presidente Lula assinou dois decretos que endurecem regras para plataformas digitais no combate à violência contra mulheres, com remoção de imagens íntimas em até duas horas após notificação e medidas contra deepfakes sexuais criadas com inteligência artificial; as medidas foram anunciadas no Palácio do Planalto durante o 100 dias do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, momento em que também foram anunciados quatro projetos de lei.
  • Durante a Teia Nacional, Janja retomou o tema red pill, mesmo sem usar o termo “machosfera”, destacando que a cultura machista precisa ser combatida e que os pontos de cultura podem ter papel central nesse processo.
  • Além de Janja, a cantora Margareth Menezes, ministra da Cultura, elogiou Lula como símbolo de cuidado com mulheres, povos indígenas e cultura brasileira; o evento contou com Luedji Luna no Hino Nacional e a presença do senador Fabiano Contarato.

A primeira-dama Janja da Silva afirmou que o conteúdo difundido por adeptos do movimento red pill não representa a realidade que o Brasil quer construir. O comentário ocorreu na abertura da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES), nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026.

O evento reuniu cerca de 870 delegados da cultura popular. Não houve realização do encontro há 12 anos, segundo organizadores. Janja destacou a importância de espaços culturais como porta de entrada para transformar mentalidades.

Ela enfatizou que a faixa etária de 12 a 13 anos é a que mais consome conteúdo de ódio pelo celular e pediu ações para mudar esse cenário. A primeira-dama reforçou que o Brasil não pode reduzir-se a narrativas dessa natureza.

Na quarta-feira, 20 de maio, o presidente Lula assinou dois decretos para endurecer regras contra a violência online contra mulheres. Entre as medidas, está a remoção de imagens íntimas sem consentimento em até 2 horas após notificação e a proteção contra deepfakes sexuais criados com IA.

Os decretos foram anunciados durante a reunião de 100 dias do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto. O governo também informou que Lula assinou quatro projetos de lei ligados ao tema.

Ainda no encontro, Janja comentou o fenômeno red pill. Questionou a plateia sobre o conhecimento do termo e descreveu a ideia como uma forma de narrativa misógina disfarçada de entretenimento, presente especialmente no TikTok e afins.

A presidente da Cultura, Margareth Menezes, elogiou Lula como símbolo de cuidado às mulheres, aos povos indígenas e à cultura brasileira. O Hino Nacional foi executado pela cantora Luedji Luna. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) também participou do evento.

Contexto e desdobramentos

A Teia Nacional dos Pontos de Cultura é voltada a agentes culturais, mestres das culturas populares e povos tradicionais de todo o país. Na abertura, foi homologado o regimento do 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, definindo a composição da Comissão Nacional.

O encontro evidencia a soma de iniciativas culturais com medidas públicas de combate à violência digital. A presença de Janja, Margareth Menezes e outras autoridades reforça a atuação do governo em temáticas de gênero e cultura.

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