- Janja criticou, sem citar diretamente, o discurso de Juliano Cazarré durante cerimônia no Palácio do Planalto, no dia 20.
- Ela chamou de inaceitável a alegação de que mulheres matam mais que homens, baseada em vídeo do TikTok, citando entrevista de Cazarré na GloboNews.
- A primeira-dama mencionou os chamados “red pills” e alertou que, quando o ódio vira algoritmo, ele deixa de ser apenas virtual e afeta vidas e famílias.
- O Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio foi lançado pelo presidente Lula em fevereiro e busca cooperação entre Judiciário, Legislativo e Executivo para reduzir o feminicídio.
Janja citou críticas ao discurso de Juliano Cazarré durante cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 20. A primeira-dama apontou que o ator da TV Globo comentou, em entrevista à GloboNews, dados que atribuíram números desiguais de violência doméstica entre homens e mulheres. O tom e a veracidade de tais afirmações foram questionados pela presença do público e pela imprensa.
No evento, que marcou 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, Janja ressaltou a existência de conteúdos que apresentam machismo disfarçado e informações potencialmente falsas, sem mencionar nomes. Ela enfatizou a necessidade de desmentidos públicos quando há desinformação.
Além disso, a presidente levou a pauta dos chamados red pills, grupo de homens que afirmam ter se despertado para verdades sobre o papel das mulheres. A primeira-dama afirmou que esse movimento alimenta ódio, violência e impactos negativos em famílias, especialmente quando vira conteúdo online com alcance ampliado.
Contexto do Pacto
Lula lançou o Pacto contra o Feminicídio em fevereiro, com a participação dos poderes Judiciário e Legislativo. A iniciativa busca cooperação institucional para adotar medidas conjuntas no enfrentamento da violência de gênero e na redução de índices de feminicídio no país.
Repercussos e próximos passos
A cerimônia no Planalto marca o alinhamento entre autoridades e a sociedade civil na implementação de ações do pacto. Parte do debate envolve monitoramento de discursos públicos e de plataformas digitais para combater conteúdos que possam incentivar a violência contra mulheres.
O Pacto continua a ser apresentado como mecanismo de cooperação entre os Três Poderes, com ações previstas para aperfeiçoar políticas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização de agressores. A reportagem não recebeu declarações adicionais das partes citadas.
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