- A Agência Nacional do Cinema (Ancine) abriu inquérito formal para apurar irregularidades na produção do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, produzido pela Go Up Entertainment, envolvendo Karina Ferreira da Gama.
- Karina é dona da ONG Instituto Conhecer Brasil, contratada pela Prefeitura de São Paulo para instalar cinco mil pontos de internet na capital; a ONG é investigada pela Polícia Civil por possível frustração de procedimento licitatório, fraude em contrato administrativo e uso irregular de verbas públicas.
- Há investigação sobre mudanças contratuais e repasses financeiros a serviços que, segundo apurações, ainda não teriam começado; o Ministério Público analisa se houve favorecimento na seleção pública.
- O caso envolve figuras políticas: Flávio Bolsonaro negociou um repasse de R$ 134 milhões para financiar Dark Horse; o deputado Mário Frias admitiu ter recebido recursos do ex-banqueiro ligado ao projeto.
- Karina possui relação com Mário Frias e, segundo registros, é mencionada na diplomação dele; ela também é responsável pela feira The Connect Faith, em São Paulo, dedicada a liderança religiosa e inovação.
A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para apurar irregularidades em contrato entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil, comandada pela empresária Karina Ferreira da Gama. A investigação envolve a produção do filme Dark Horse, produzido pela Go Up Entertainment. O caso ganhou destaque após denúncias sobre financiamento e favorecimento em licitações.
Karina Ferreira da Gama figura como proprietária da ONG investigada. Além do vínculo com a produção do longa, ela mantém ligação com a empresa que organiza a feira The Connect Faith, evento voltado a líderes cristãos e inovação. A relação entre Karina e o meio político também é alvo de escrutínio nas apurações em curso.
Investigação formal da Ancine e desdobramentos
A Ancine abriu, na quinta-feira, 21, uma investigação formal para apurar irregularidades na produção do filme. O inquérito busca esclarecer repasses e a origem de recursos destinados ao projeto. A autoridade investiga ainda possíveis mudanças contratuais que possam ter favorecido determinadas partes.
Envolvimento de Flávio Bolsonaro e Mário Frias
As mensagens entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro vieram à tona após divulgação do Intercept Brasil. A Go Up Entertainment negou ter recebido financiamento do dono do Banco Master, mas, dois dias depois, Mário Frias reconheceu que o filme recebeu recursos de Vorcaro. Flávio solicitou prestação de contas sobre o financiamento.
Contrato com a Prefeitura e suspeitas de favorecimento
A SSP de São Paulo informou que a investigação apura frustração de procedimento licitatório, fraude na execução de contrato e uso irregular de verbas públicas envolvendo a prefeitura. A Polícia Civil investiga ainda se houve favorecimento na contratação do Instituto Conhecer Brasil para a instalação de 5 mil pontos de internet na capital.
Ministério Público analisa possíveis irregularidades
O Ministério Público atua para verificar se a seleção pública para a organização foi orientada para favorecer alguém específico. Também busca entender os motivos que levaram ao acordo entre a prefeitura e a instituição, bem como se houve repasses a serviços que não teriam se iniciado.
Outros elementos da apuração
A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da capital apura ainda a implantação, operação e manutenção dos 5 mil pontos de wi-fi. As autoridades avaliariam a possibilidade de alterações contratuais em sequência e o destino de recursos públicos.
Contato com a defesa e situação atual
A CNN Brasil procurou Karina da Gama para comentar o envolvimento de Vorcaro, sem obter resposta até o momento. As investigações seguem sob supervisão de autoridades competentes, com relatos de investigações em andamento e atualização de documentos.
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