- Lula ironizou o financiamento do filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, dizendo que “nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro” durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura em Aracruz (ES).
- O presidente citou que Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro o repasse de US$ 24 milhões para a produção de Dark Horse, com parte do dinheiro supostamente indo a um fundo nos Estados Unidos ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro.
- Lula afirmou que o fim do Ministério da Cultura ocorreu porque o governo anterior “só sabia fazer outra coisa, o gabinete do ódio” e mencionou uma estrutura de assessores associada a Carlos Bolsonaro conforme delação premiada.
- O chefe do Executivo assinou dois decretos, um que reestrutura o Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e outro que cria a primeira política nacional voltada à valorização das culturas tradicionais e populares.
- A ministra Margareth Menezes assinou portaria regulamentando o programa Festejos Populares do Brasil, com mecanismos de fomento para festas como São João, Carnaval, Boi-Bumbá e Folia de Reis; o evento reuniu cerca de 870 delegados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o financiamento de filmes biográficos envolvendo Jair Bolsonaro durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES), nesta quinta-feira (21). A fala ironizou a relação entre governo e cultura, e atacou oposição sobre o uso de recursos públicos.
Lula afirmou que não houve atuação para financiar artistas por meio de leis de incentivo, citando a Lei Daniel Vorcaro. A menção ocorreu no contexto de acusações sobre repasses vinculados a uma produção sobre Bolsonaro, que envolve o empresário Vorcaro e possíveis repasses a um fundo nos EUA.
O presidente dirigiu-se ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, questionando valores supostamente destinados ao filme Dark Horse, produzido com participação de Jim Caviezel. Segundo documentos obtidos pelo Intercept Brasil, houve negociação de cerca de US$ 24 milhões relacionadas ao projeto.
Ainda segundo Lula, a discussão envolve a gestão pública da cultura e acusações sobre uso de recursos. O objetivo é defender a ideia de que o governo não deveria financiar produções ligadas a figuras políticas específicas, mantendo a neutralidade institucional.
Na mesma ocasião, Lula criticou o fim do Ministério da Cultura durante o governo Bolsonaro, atribuindo a decisão a uma agenda de “gabinete do ódio”. Ele associou a estrutura de assessoria a práticas de disseminação de desinformação, segundo delações citadas.
O governo aproveitou o encontro para anunciar mudanças na política cultural. Lula assinou dois decretos: um para reestruturar o CNPC e outro para criar uma política nacional de valorização das culturas tradicionais e populares. A ministra Margareth Menezes assinou uma portaria regulando o Festejos Populares do Brasil.
O evento reuniu cerca de 870 delegados de cultura popular e povos tradicionais, em uma retomada de ações presenciais após mais de uma década sem atividades desse tipo. O Hino Nacional foi interpretado pela cantora Luedji Luna.
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