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Lula volta atrás para não punir comprador de celular roubado

Lula recua de medida rígida contra celulares roubados para não punir comprador de boa-fé, buscando solução mais humana para recuperar aparelhos

Na imagem, o presidente Lula durante a abertura da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES)
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que recuou de criar medida mais rígida contra celulares roubados para não punir compradores de boa-fé.
  • A declaração foi feita durante evento cultural em Aracruz, no Espírito Santo, nesta quinta-feira (21 mai. 2026).
  • Lula afirmou que prefere uma solução mais humana, não apenas baseada na lógica policial, para recuperar aparelhos furtados.
  • O governo já mantém iniciativas como o programa Celular Seguro, lançado em 2023, que bloqueia aparelhos e reduz o mercado ilegal.
  • O Celular Seguro permite bloquear remotamente a linha, apps e o IMEI, e envia alertas quando um chip é inserido em aparelho cadastrado como roubado.

Nesta quinta-feira (21 mai 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que recuou de uma medida mais rígida contra celulares roubados. A justificativa é evitar punir compradores de boa-fé que desconheciam a origem ilegal do aparelho. A declaração foi feita durante evento cultural em Aracruz (ES).

Lula afirmou que a prioridade é encontrar uma solução mais humana, que não funcione apenas pela via policial. O foco é recuperar aparelhos furtados sem prejudicar o consumidor que adquiriu o telefone de forma legítima.

O governo já tem ações para bloquear celulares roubados e reduzir o mercado ilegal. Entre elas está o programa Celular Seguro, lançado pelo Ministério da Justiça em 2023, que permite o bloqueio remoto da linha, de aplicativos bancários e do IMEI.

Celular Seguro e ações federais

A ferramenta envia alertas para dispositivos cadastrados como roubados sempre que um chip é inserido no aparelho. O mecanismo facilita a identificação de aparelhos em circulação e busca evitar o uso indevido.

O evento de Aracruz reuniu autoridades e representantes da cultura popular, incluindo a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o senador Fabiano Contarato, o ministro interino da Saúde, Adriano Massuda, e o secretário-executivo do Ministério da Educação, Leonardo Barchini. A primeira-dama Janja da Silva também participou.

A cerimônia contou com apresentações culturais, entre elas a interpretação do Hino Nacional pela cantora Luedji Luna. A reunião marca a retomada da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, após 12 anos sem edições.

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