- O pré-candidato Renan Santos, do Partido Missão, afirmou que mais de quarenta por cento dos domicílios do Nordeste recebem Bolsa Família (e Farmácia Popular) e que há dependência de benefícios em algumas regiões.
- Ele disse que programas sociais são necessários onde há vulnerabilidade econômica, especialmente em municípios pequenos das regiões Norte e Nordeste.
- Propôs frentes de trabalho em municípios com baixa infraestrutura e alto número de beneficiários, contratando moradores para obras de infraestrutura em parceria com o governo federal.
- Citou cidades do interior do Maranhão com problemas de escoamento da produção agrícola devido às más condições das estradas.
- Também criticou a proposta de fim da escala 6×1, defendeu flexibilizar o mercado de trabalho e afirmou que a CLT pode perder espaço no futuro, destacando o crescimento do trabalho via MEI.
O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, afirmou que mais de 40% dos domicílios da região Nordeste recebem o Bolsa Família. A declaração foi feita nesta quinta-feira (21/5) durante entrevista ao programa CB.Poder, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Segundo ele, programas sociais são necessários onde há vulnerabilidade social e pouca atividade econômica, especialmente em municípios pequenos do Norte e do Nordeste.
Renan criticou a existência de dependência de benefícios. Para ele, a ausência de oportunidades de emprego faz parte da razão pela qual parte da população depende de programas de assistência para sobreviver. Ele destacou a necessidade de medidas que ampliem a atividade econômica local e reduzam a dependência de trâmites sociais.
Propostas de infraestrutura e muncípios
O pré-candidato defendeu a criação de frentes de trabalho em cidades com baixa infraestrutura e alto número de beneficiários do Bolsa Família. Citou o interior do Maranhão, onde estradas precárias dificultam o escoamento da produção agrícola, como exemplo. A proposta envolve contratar moradores beneficiários para atuarem em obras de infraestrutura em parceria com o governo federal.
Mercado de trabalho e mudanças regulatórias
Renan afirmou que é essencial aumentar a atividade econômica em pequenos municípios e criticou um modelo político de exploração que, na visão dele, sustenta a dependência de assistências. Reiterou críticas à proposta de fim da escala 6×1, argumentando que poderia impactar empresas e empregos formais. Defendeu maior flexibilidade do mercado de trabalho para aumentar a competitividade do país.
Regulamentação trabalhista e tendências
O pré-candidato afirmou que o modelo atual de contratação já mudou, mencionando o crescimento do trabalho informal por meio de plataformas e do registro MEI. Sobre a Consolidação das Leis do Trabalho, disse que gostaria de ver a CLT perder espaço no futuro, defendendo relações de trabalho mais flexíveis diante de uma economia globalizada e com estruturas industriales distintas dos anos 40.
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