- O deputado Mário Frias pediu afastamentos em cima da hora para viagens oficiais ao Bahrein e a Dallas, sem custos para a Câmara, com pedidos apresentados entre 11 e 19 de maio e entre 15 e 21 de maio.
- A Presidência da Câmara não conseguiu analisar os pedidos antes dos deslocamentos, por causa do curto prazo.
- O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Câmara explique em até quarenta e oito horas as circunstâncias e possíveis gastos ligados às viagens.
- Frias é alvo de apuração sobre repasse de emendas para ONG associada à produtora de filme em homenagem a Jair Bolsonaro, no qual ele figura como produtor executivo.
- Oficiais de Justiça tentam notificar Frias desde vinte e um de março; ele afirmou retornar ao Brasil em vinte e cinco de maio e declarou disposição para encontro com Dino.
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) fez dois pedidos de afastamento para viagens oficiais em pleno mês de maio, sem custos para a Câmara. As solicitações foram apresentadas em momentos próximos aos deslocamentos.
Segundo técnicos da Câmara, os pedidos foram protocolados em prazo curto, o que impediu a análise pela Presidência antes das saídas. Frias comunicou viagens ao Bahrein e a Dallas e permaneceu fora do Brasil durante esse período.
O STF determinou que a Câmara explique, em até 48 horas, as circunstâncias e eventuais gastos relacionados às viagens. A cobrança envolve a possível utilização de emendas para ONG ligada à produtora de filme sobre Bolsonaro.
Detalhes dos pedidos de afastamento
Frias apresentou, em 11 de maio, o primeiro afastamento para viagem ao Bahrein, entre 11 e 19 de maio. Na prática, a saída ocorreu sem análise prévia pela Presidência da Câmara.
No Bahrein, em 15 de maio, houve nova solicitação de afastamento para Dallas, de 19 a 21 de maio. O período de afastamento foi projetado até 22 de maio.
Técnicos afirmam que pedidos de viagens sem custos costumam tramitar com menos atritos, desde que respeitem as regras internas. Desde 11 de maio, Frias não esteve presente no plenário.
A Advocacia da Câmara já solicitou informações ao STF sobre o tema. A Câmara não se pronunciou até o momento desta publicação.
Entre na conversa da comunidade