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PF aponta R$ 14 milhões da Refit para empresa da família de Ciro Nogueira

Polícia Federal aponta repasse de R$ 14,2 milhões da Refit à empresa da família de Ciro Nogueira, na Operação Sem Refino

O senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí: empresa da família fez negócio com fundo ligado ao maior devedor de impostos do país (Andressa Anholete/Ag. Senado)
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  • Fundo ligado à Refit repassou R$ 14,2 milhões à Ciro Nogueira Agropecuária LTDA, empresa da família do senador, conforme apurado pela Polícia Federal na Operação Sem Refino.
  • A transação, ocorrida em 2024, seria para a compra de um terreno de 40 hectares em Teresina para a construção de uma distribuidora de combustíveis; o senador afirma ter participado com menos de 1% na época.
  • A Refit e o empresário Ricardo Magro são alvos da operação por fraude e sonegação fiscal; a Receita Federal aponta o grupo como um dos maiores devedores do país, com dívidas superiores a 26 bilhões de reais.
  • O Supremo Tribunal Federal autorizou a operação; a Polícia Federal divulgou mandado de prisão contra Magro, que está no exterior e é considerado foragido. Cláudio Castro também figura entre os alvos.
  • Em nota, a assessoria de Ciro Nogueira afirma não ter praticado irregularidades, reitera que a venda do terreno foi regular e declara que a participação do senador era inferior a 1% na época.

Um fundo ligado à Refit transferiu 14,2 milhões de reais para a Ciro Nogueira Agropecuária LTDA, empresa da família do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A operação ocorreu no âmbito da Operação Sem Refino, conforme apurado pela Polícia Federal.

A PF investiga fraudes e sonegação associadas à Refit e ao empresário Ricardo Magro, alvo da mesma operação. A transferência consta na apuração da polícia e foi alvo de notícia publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, posteriormente confirmada pelo senador.

Segundo a defesa de Ciro Nogueira, o recurso refere-se à compra de um terreno de 40 hectares em Teresina para a construção de uma distribuidora de combustíveis. Na época, o parlamentar declarou ter participação inferior a 1% na empresa da família e afirmou que a transação era regular.

A assessoria afirma que a empresa familiar atua no setor imobiliário, com atividades de compra, venda e aluguel de imóveis. O senador também disse não deter participação na empresa na época do negócio. O texto destaca que o valor foi pago em 2024 e conforme o mercado.

A Refit é apontada pela Receita Federal como um dos maiores devedores de impostos do país, com dívidas superiores a 26 bilhões de reais. A STF autorizou a operação na semana anterior. A Polícia Federal também pediu mandado de prisão contra Ricardo Magro, que está no exterior e é considerado foragido.

Além de Magro, a PF investiga outros alvos da operação, incluindo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A investigação mira suspeitas de fraude fiscal e sonegação associadas ao grupo empresário ligado à Refit.

A assessoria de Ciro Nogueira divulgou nota reiterando que o senador não cometeu irregularidade e que o objetivo é esclarecer as insinuações, especialmente em ano eleitoral. As informações sobre a transferência foram checadas pela PF e pelos órgãos de imprensa.

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