- A Polícia Federal investiga a transferência de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado à refinaria Refit para empresas pertencentes a familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI).
- O repasse consta de documento enviado ao Supremo Tribunal Federal e envolve a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda. e a Athena Real Estate Ltda., que aparecem na contabilidade junto de movimentações milionárias.
- A linha de investigação busca entender a justificativa econômica dos repasses e se houve serviços efetivos ou uso da estrutura empresarial para camuflar vantagens indevidas, com possibilidade de lavagem de dinheiro, corrupção ou irregularidades fiscais.
- O inquérito deverá avançar com quebras de sigilo bancário e fiscal, análise de contratos e notas fiscais, e depoimentos de executivos do fundo, da refinaria e dos familiares do senador.
- O caso está ligado à operação Sem Refino, deflagrada recentemente, que teve mandados autorizados pelo STF e resultou no bloqueio de bens no valor de R$ 52 bilhões.
A Polícia Federal investiga a transferência de R$ 14,2 milhões, originários de um fundo de investimento ligado à refinaria Refit, para empresas pertencentes a familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O órgão informou que o montante foi registrado em contabilidade ligada ao grupo controlador da Refit e aparece em documentos enviados ao STF.
A apuração busca esclarecer a natureza dessas transações: se houve prestação de serviços efetivos ou uso de uma estrutura empresarial para camuflar vantagens indevidas. A PF analisa contratos, notas fiscais e, se autorizado, pode quebras de sigilo.
A investigação envolve a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., apontada em registros de contabilidade da Athena Real Estate Ltda. Conforme a polícia, a movimentação milionária tem potencial relação com o circuito financeiro da Refit.
Detalhes da investigação
Segundo a PF, os investigadores buscam entender a justificativa econômica dos repasses e a ligação entre fundo estruturado e o grupo controlador da Refit, bem como o fluxo de recursos entre as empresas envolvidas.
Progresso e próximos passos
O inquérito deve avançar com a análise de contratos, notas e a oitiva de executivos do fundo, da refinaria e de familiares do senador. Também pode incluir a eventual quebra de sigilo bancário e fiscal, se autorizada pelo Judiciário.
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