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PF investiga repasse de R$ 14 milhões de fundo ligado à Refit para a empresa de Ciro

PF aponta repasse de ao menos R$ 14,2 milhões de fundo ligado ao grupo Refit para empresa de familiares de Ciro Nogueira, na investigação da Operação Sem Refino

Ciro Nogueira | Foto: Andressa Anholete / Agência Senado
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  • A Polícia Federal identificou repasse de ao menos R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa de familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI), conforme representação ao STF na Operação Sem Refino.
  • A PF aponta que a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., registrada em nome de familiares do senador, apareceu na contabilidade da Athena Real Estate Ltda. com movimentações de R$ 14,2 milhões em 2024.
  • A Athena seria vinculada ao fundo EUV Gladiator, cujo cotista é a Eurovest S.A.; a PF afirma que uma conta ligada à empresa comprou imóveis ligados ao grupo Refit.
  • A operação autorizou buscas e o bloqueio de R$ 52 bilhões em bens; o principal alvo foi o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, em apuração sobre uso da máquina pública em benefício do grupo Magro.
  • Ciro Nogueira afirmou que a venda de terreno em Teresina foi regular, que não possuía participação relevante na empresa na época e que as insinuações são parte de ataques eleitorais.

A Polícia Federal identificou transferência de pelo menos R$ 14,2 milhões de um fundo ligado ao grupo Refit para uma empresa registrada em nome de familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI). As informações constam na representação encaminhada ao STF no âmbito da Operação Sem Refino, deflagrada na semana passada, com alvo principal o ex-governador do Rio, Cláudio Castro.

Segundo a PF, a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda. aparece na contabilidade da Athena Real Estate Ltda. com movimentação de R$ 14,2 milhões em 2024. A PF aponta ligação entre a Athena e o fundo EUV Gladiator, cujo cotista é a Eurovest S.A., sugerindo aquisição de imóveis ligados ao grupo Refit.

A investigação aponta que uma conta vinculada à Athena pode ter adquirido imóveis do grupo Refit. O objetivo financeiro, conforme apurado, envolve operações imobiliárias associadas ao conglomerado liderado por Ricardo Magro.

Em resposta, o senador afirmou que o caso envolve a venda de um terreno em Teresina, com transação regular, declarada aos órgãos competentes e em valores compatíveis com o mercado. Ele destacou que, na época, não possuía participação relevante na empresa.

A Sem Refino teve como foco o uso de estrutura estadual para beneficiar interesses do grupo de Magro. O STF autorizou buscas, prisões e bloqueio de bens de investigados, estimado em R$ 52 bilhões, conforme a decisão.

O senador também foi alvo de buscas em outra investigação no início do mês, relacionada à operação Compliance Zero, que apura suposto esquema de fraudes envolvendo o banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro.

Posicionamento de Ciro Nogueira

Nogueira afirmou que não houve ato irregular ou ilegal e reforçou que a venda do terreno ocorreu em Teresina, com área superior a 40 hectares, para instalação de uma distribuidora de combustíveis. A família do senador atua no mercado imobiliário, mas ele afirma não deter participação na época.

Ele informou que a participação do senador era inferior a 1% na empresa na época do negócio e que está à disposição para esclarecer os fatos. O objetivo é dissipar insinuações associadas a períodos eleitorais.

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