- A PF rejeitou nesta quarta-feira a proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando que não trouxe novidades relevantes.
- A Procuradoria-Geral da República, como titular da ação penal, continua analisando os anexos apresentados pela defesa e pode manter as tratativas mesmo diante da recusa da PF.
- Caso a PGR opte por rejeitar a colaboração, as negociações devem ser encerradas, seguindo o caminho adotado pela Polícia Federal; as tratativas podem ser retomadas no futuro caso surjam novos elementos.
- Vorcaro está preso desde o quatro de março por suspeita de fraudes financeiras; na segunda-feira, foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília, movimento visto como descontentamento da PF com a delação.
- Em maio, a equipe jurídica de Vorcaro entregou a primeira proposta de colaboração, que foi avaliada pela PF e pela PGR como seletiva e de pouca contribuição até o momento.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) continua analisando os anexos da proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, um dia depois da Polícia Federal ter recusado o acordo do dono do Banco Master. A decisão da PF foi tomada nesta quarta-feira (20).
Como titular da ação penal, a PGR tem prerrogativa para conduzir a negociação de forma independente da PF e manter tratativas mesmo com a recusa da corporação. Procuradores acompanham os anexos e ainda não decidiram aceitar ou rejeitar a colaboração.
A CNN informou que ainda há resistências dentro da PGR à proposta. Caso a Procuradoria rejeite a colaboração de Vorcaro, a tendência é encerrar as negociações, seguindo o caminho da PF. Novos elementos podem reativar as tratativas no futuro.
A PF rejeitou a proposta por não apresentar novidades relevantes em relação ao que já havia sido reunido, segundo apuração de Caio Junqueira. Ainda assim, a defesa continua em conversas com a PGR, que sinalizou interesse em seguir com a colaboração.
Vorcaro está preso desde 4 de março, suspeito de fraudes financeiras. Na segunda-feira (18), foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília, movimento visto como sinal do atrito com a delação.
No início de maio, a equipe jurídica de Vorcaro entregou uma primeira proposta às duas instituições. Inferência dos investigadores é de que o texto era seletivo e com pouca contribuição para as apurações.
A avaliação mais recente aponta que delegados e membros da PGR ainda não estão convencidos de que a proposta apresentada pelos advogados de Vorcaro é ineditista ou suficiente para fundamentar a colaboração.
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